Arquitetura corporativa

Novos modelos de ocupação privilegiam bem-estar, integração e aumento de produtividade dos funcionários

Visando sempre o lucro, negligencia-se muitas vezes o maior patrimônio de uma empresa: seus funcionários. Afinal, são deles que virão os produtos e serviços a serem ofertados no mercado e que levarão ou não o negócio ao sucesso. Garantir um ambiente confortável e adequado para que eles possam desenvolver suas funções é não só um dever como uma ação estratégica – tornando a relação desse colaborador com o ambiente de trabalho mais íntima e agradável, portanto mais prazerosa e produtiva.

Para isso existe a arquitetura corporativa: ramo que trata das soluções arquitetônicas para espaços de trabalho. “É a organização do espaço além da estética e da decoração.É tornar o ambiente funcional para o fluxo de pessoas que por ali passam e para as atividades que serão efetuadas no local. São móveis ergonômicos, materiais práticos e manutenção rotineira. É iluminação adequada, uma paleta de cores agradável e, acima de tudo, um ambiente que represente a identidade visual da empresa”, pontua o arquiteto AvnerPosner.

Considerando a importância do assunto, o papel crucial da arquitetura em nosso dia-a-dia, além de todas as novidades da área, a revista DecorArq traz uma série de reportagens com o tema. Para começar, nessa edição trataremos dos novos conceitos de espaços corporativos: ambientes abertos ou fechados?, a copa ainda é local de encontro entre os colaboradores?, desde quando salas de jogos e lounges fazem parte do universo corporativo? Muitas são as perguntas, mas a resposta é uma só: analise o perfil do seu negócio e de seus funcionários!

“Empresários têm percebido que o ambiente de trabalho influencia no comportamento e rendimento dos seus colaboradores. Assim, um projeto de arquitetura corporativa deve entender a cultura da empresa e criar espaços que permitam a maior sinergia entre os colegas”, explica Ricardo Nunes, arquiteto.Isso sem falar das normas e resoluções que precisam obrigatoriamente serem contempladas na elaboração desses projetos, garantindo-se a qualidade dos espaços, a segurança e integridade dos funcionários.

 

Open Space x Privacidade

Para tanto, alguns modelos de ocupação destes espaços deverão ser propostos visando a obtenção do conforto e da eficiência necessários ao exercício das atividades de trabalho.A opção pela criação de ambientes Open Space na arquitetura corporativa, por exemplo, está cada vez mais difundida. Muitas empresas derrubam paredes e eliminam divisórias em busca de um ambiente com visual mais moderno, amplo e colaborativo. O problema é quando o fazem sem refletir muito bem sobre as vantagens e desvantagens deste tipo de layout para seus colaboradores e os trabalhos que estes desenvolvem.

Outro fator que influencia empresas a criarem ambientes Open Space é a busca pela transparência no desenvolvimento das atividades corporativas. Em um ambiente abertoparece mais fácil supervisionar o trabalho dos colaboradores e saber se eles estão realmente focados no que interessa à empresa. Além de possibilitar que qualquer problema ou conflito possa ser resolvido com mais facilidade e rapidez. Por outro lado, a falta de privacidade é um dos fatores que mais incomoda as pessoas neste modelo, fazendo com que se sintam constantemente observadas. Para se solucionar este incomodo, surge como uma das soluções a criação de “quite rooms” destinados a conversas reservadas.

“Para implantar um ambiente com conceito Open Space em uma empresa é preciso, antes de tudo, conversar com os colaboradores e descobrir como se sentem sobre essa mudança. Também será preciso observar as atividades desenvolvidas pela empresa, para saber como seriam impactadas com o novo layout”, dá a dica Nunes.

Outro modelo de ocupação, que vem de encontro ao conceito aberto, é o do escritório compartimentado por baias ou divisórias, que pode fazer diferença na hora de se criar um escritório funcional. Para se decidir por uma ou outra, é importante avaliar o trabalho de cada colaborador e o nível de concentração e comunicação que necessitam.

“Baias ou biombos podem ser utilizados para separar uma estação de trabalho da outra, facilitando a comunicação e ao mesmo tempo permitindo que a pessoa tenha privacidade quando necessário. Já as divisórias dividem e compartimentam completamente o espaço, impedindo a comunicação direta, melhorando assim a privacidade”, explica o arquiteto Nunes.

 

Interação e relaxamento

O layout deve ser planejado para proporcionar boa comunicação e interação entre os colaboradores. A arquitetura de interiores pode ser usada nesse sentido para planejar espaços específicos de integração, como lounge, sala de descompressão ou uma copa personalizada etc., com uma programação visual voltada às atividades ali exercidas, dinamizando-se assim a linguagem visual do projeto.

“Investir em áreas de descanso também pode ser importante para que os funcionários, mesmo durante o horário de trabalho encontrem formas de relaxar um pouco para, em seguida, retomar suas atividades”, comenta o arquiteto Ricardo Nunes.

As salas de descompressão, por exemplo, estão cada vez mais populares e se tornam mais essenciais, principalmente em empresas que já entenderam que a produtividade do funcionário também depende de seu bem-estar. São ambientes criados para que a equipe tenha momentos de lazer mesmo dentro da empresa.

Áreas projetadas para a utilização de equipamentos de lazer, como mesas de pingPong e de totó, dentre outros, também ajudam muito na integração entre os colaboradores de distintos setores. Há empresa que apostam até mesmo em video-games e outros “brinquedos de gente grande” para convidarem os colaboradores a momentos de relaxamento e descontração entre uma atividade e outra.

A tecnologia também deve ser lembrada, pois se tornou um aliado dos colaboradores dentro dos escritórios, podendo estes executar parte de suas tarefas em áreas antes restritas, como, por exemplo, estar no lounge e responder a e-mails pelo seu dispositivo móvel. A ideia é deixar o colaborador à vontade, mas sempre conectado ao que mais importa nesse ambiente, que é o trabalho. 

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