Lazer, segurança e estilo

Profissionais do mercado de decoração dão dicas para valorizar a área externa

Apesar do fim do verão, as áreas externas continuam a figurar entre os espaços preferidos da casa do brasileiro. Mesmo proporcionando maior liberdade no que diz respeito ao uso de cores, materiais e objetos decorativos, é preciso estar atento a alguns detalhes importantes que garantirão a vida útil dos itens escolhidos para compor esses ambientes.

Selecionamos quatro profissionais da área para falar um pouco sobre o assunto e dar dicas valiosas para quem não quer errar na escolha dos produtos.

Iluminação

Para Allan Nicolini, sócio-proprietário da LEDpar, é possível transformar ambientes de uma maneira incrível através da iluminação. “Hoje o mercado traz uma gama de opções, com estilos e dimensões variadas. Os produtos vão desde os conhecidos espetos de jardim até luminárias mais sofisticadas”, explica.

Por se tratar de itens que estarão expostos às alterações climáticas, é preciso verificar o Índice de Proteção do produto – alguns oferecem proteção contra exposição ao sol, vento, chuva e poeira. Ele explica, ainda, que caso a luminária não seja em alumínio, o ideal é que se opte por uma peça com uma boa pintura, como a epóxi, que oferece elevada resistência química e mecânica (impacto, corrosão, radiação ultravioleta etc.).

Além disso, hoje é possível encontrar projetores de médio e longo alcance, com baixíssimo consumo de energia e que ainda possibilitam a troca de cores. Essas características permitem infinitas possibilidades ao executar os projetos.

 

Tecidos

Os tecidos são um grande aliado na decoração de ambientes ao ar livre. Gustavo Celante, sócio da Adornié Ambientes, explica que a gramatura e a composição têxtil possuem grande influência na durabilidade de um tecido, bem como o tipo de tingimento ao qual ele foi submetido.

“Tecidos de fio tingido possuem durabilidade maior e tendem a desbotar menos. Já os com estampa digital também podem ser utilizados, mas possuem uma vida útil mais curta.” Para deixar o espaço mais alegre, Celante sugere a escolha de estampas tropicais e o uso de tons de verde, azul e amarelo.  

 

Mobiliário adequado

Para espaços externos, Ramilto Lima Júnior, sócio proprietário da Marili Decor, diz que uma dica é escolher móveis que componham o ambiente de forma acolhedora. “Vale lembrar que é preciso estar atento aos materiais e especificações de cada um deles, garantindo assim a sua durabilidade.” De acordo com ele, os materiais mais indicados nesses casos são alumínio, vidro ou fibras sintéticas de alta performance.

 

Proteção Solar

Nem só de futons e espreguiçadeiras vive uma área externa. Pensando no bem-estar de todos que utilizam o espaço, é sempre muito importante pensar em proteção solar. Marcel Teixeira, sócio da Maison Corbusier conta que existem inúmeras opções de toldos, ombrelones e persianas que cumprem esse papel.

“No caso das persianas, existem telas solares que permitem o contato externo mesmo abaixadas, com alto grau de absorção de raios UV. Já os toldos podem ser equipados com sensores de vento e sol, que recolhem ou abrem automaticamente de acordo com as condições climáticas”, fala Teixeira.

 

Piso específico

Os pisos são parte importante da ambientação externa. Para Thassiana Formighieri, gestora de relacionamentos da Formighieri Pisos e Móveis, decks em madeira valorizam esteticamente os projetos, além de impactarem diretamente no valor de revenda do imóvel futuramente.

A aplicação da madeira nas áreas externas deve ser feita no contra piso e não na grama, pois esta pode reter umidade e diminuir a vida útil da matéria-prima. “A largura do deck pode variar, promovendo diferentes efeitos no projeto. Além disso, eles são ideais para o entorno de jacuzzis, piscinas e spas, pois oferecem grande resistência a alterações climáticas e também por não superaquecerem quando expostos ao sol”, complementa Thassiana.

 

Cuidados importantes

Mesmo com tecidos específicos e materiais de alta durabilidade, é preciso cuidado constante na manutenção de ambientes externos. “No caso de chuvas é importante retirar o enchimento das almofadas para que sequem ao sol mesmo quando possuem capas de tecido impermeável.

Já no caso dos toldos, os produtos foram desenvolvidos para proteção solar e não para chuvas. Nestes casos devem ser recolhidos para preservar a integridade das peças. Se a tela do toldo molhar, é necessário projetá-la para que seque ao sol e evitar danos como mofo, entre outros”, explica Marcel Teixeira, da Maison Corbusier.

 

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