O queridinho PORCELANATO!

Revestimento cerâmico é versátil e pode ser usado até no mobiliário

Abusar da criatividade para ousar e inovar nos projetos dando novas funções aos materiais utilizados na execução da obra tem sido a grande sacada de muitos arquitetos e designers.  É o caso dos revestimentos cerâmicos, cujo uso não é mais exclusivo em pisos, paredes e fachadas. O porcelanato – o queridinho de dez entre dez profissionais - ganhou uma nova função que já é forte tendência para 2018: a aplicação no mobiliário.

O porcelanato surgiu com a proposta de ser usado como revestimento de piso mas, nos últimos anos, ganhou muito em qualidade, variedade de estampas e tamanhos diversos. Mas por que o porcelanato se tornou o revestimento preferido dos profissionais em tão pouco tempo? O arquiteto Danillo Pierozzi conta que essa preferência se deve às possibilidades de aplicação mais criativas do porcelanato nos projetos e por ele ser mais sustentável, se comparado a pedras naturais - alguns inclusive com espessuras mínimas de até 4mm. Além disso, “suas estampas são hiper-realistas, podem até ter relevos como as pedras naturais, como o caso do Travertino. É um produto mais leve que os concorrentes e alguns conseguem até mesmo filtrar o ar do ambiente sem alterar suas características estéticas”, completa.

Mas, para além dos pisos e paredes, o produto também está sendo bastante utilizado como tampos de mesa, banheiras, bancadas, cubas, dentre outras peças especiais, possibilitando a criação de projetos exclusivos e diferenciados, já que a peça pode chegar a medir 2,40 x 1,20m. "Estes revestimentos de grandes dimensões proporcionam uma melhor aplicação no mobiliário, esteticamente mais limpa e contínua devido à não necessidade de recortes e junções de outras peças para compor uma única superfície, como uma bancada extensa, por exemplo. Assim, o porcelanato passa a ser uma opção interessante para o mobiliário", explica Simone Lourensi, coordenadora de design e portfólio do Grupo Eliane/Decortiles.

Importante lembrar que os revestimentos cerâmicos se destacam pela baixa porosidade - o que evita o surgimento de manchas, acúmulo de sujeira, proliferação de mofo e bactérias - sendo ideais para bancadas de cozinhas e de áreas gourmets. Isso sem falar da resistência mecânica a variações de temperatura, a facilidade de instalação, limpeza e manutenção.

Sem dúvida, o porcelanato passou a ser figurinha carimbada dentro de casa, sendo usado muitas vezes como o substituto das tradicionais pedras de mármores e granitos. A arquiteta Juliana Bonfim, parceira do grupo Eliane/Decortiles, destaca que principalmente as bancadas de pias e lavabos em revestimento cerâmico entraram na lista de desejos de muitos consumidores, justamente pelas propriedades técnicas do material, além da vantagem de oferecer um melhor custo-benefício.

Juliana ainda destaca que as bancadas, móveis e demais itens em porcelanato também podem ser uma ótima aposta para integrar ambientes e solucionar problemas de espaço. “Muitas vezes optamos por uma estética diferenciada e única aos projetos, mas também surgem casos em que precisamos buscar soluções de ocupação de espaço que somente uma peça ‘esculpida’ consegue atender. O excelente acabamento é outro fator importante para a escolha do produto, que ajuda a trazer qualidade ao projeto como um todo”, explica Juliana.

Mas não há restrições! O porcelanato pode ser usado em qualquer ambiente, desde os mais clássicos aos mais modernos. Mesmo com toda versatilidade que o material oferece, é importante se atentar para a aplicação correta do porcelanato em áreas úmidas, pias de cozinha ou cubas esculpidas, pois elas não devem ter emendas, já que o material tem seu movimento de dilatação e pode ocorrer, com o tempo, pequenos vazamentos nas juntas.  

Na hora de escolher o revestimento cerâmico também é preciso prestar atenção a composição do material, pois pode interferir no processo de instalação de pias e bancadas, em especial. Por isso, Danillo dá algumas dicas: “fuja dos materiais com compostos de vidro, porque o acabamento no corte pode ficar imperfeito; tente sempre ‘casar’ os veios das peças, assim elas ficam muito mais realístas. Se forem porcelanatos extrafinos em peças grandes vai haver a necessidade de uma base em ardósia ou material similar para se auto sustentar. Além disso, atentar-se ao tamanho do porcelanato - quanto maiores as placas, menos ou nenhuma emenda será necessária nas pias e bancadas”, orienta.

No fim das contas, o porcelanato tem inúmeras vantagens que o tornam opção bastante atraente para os consumidores, além da qualidade técnica, beleza estética e alta resistência. “A relação custo-benefício tem sido favorável pela fidelidade do produto final, modernidade e beleza que as bancadas dão aos projetos, baixa taxa de assistência técnica pós-entrega de obra e satisfação dos clientes. Sem falar que a variedade de projetos que podem ser feitos com este produto é proporcional a criatividade do arquiteto. Temos um material maravilhoso que pode ser esculpido no formato que quisermos”, conclui a arquiteta Juliana.

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