Work ‘n’ Fun

Mostra Workplace 3.0 escancara as mudanças de paradigmas no ambiente corporativo

A 56ª edição do Salão Internacional do Móvel de Milão (iSaloni) se foi, mas as tendências observadas por lá perdurarão por todo o ano. Além da exposição de mobiliário residencial, a Workplace 3.0 – mostra que ocorre a cada dois anos paralelamente ao iSaloni – deixou claro quais os rumos do design para ambientes corporativos – do desenvolvimento de produtos, passando pela decoração até a busca por soluções criativas e tecnológicas.

Decoração e móveis conservadores (ainda vistos em algumas coleções) abriram espaço para um conceito mais minimalista e lúdico. O que se viu foi um exercício de reflexão sobre como serão os escritórios de amanhã e como eles se adequarão às novas formas de trabalho – diferente do que ocorria anteriormente, quando os colaboradores tinham de se adequar ao ambiente.

Esqueçam os ternos e as gravatas, o futuro pertence a uma geração livre e exploradora, que não quer mais seguir regimes tradicionais ou se apegar em formalidades. Pontos que nos levam a dois novos conceitos muito em pauta atualmente: o da casa nômade e a do home office.

Em relação ao primeiro, o espírito nômade desta nova geração, que anseia mudar de lugar com frequência e espera que o escritório o acompanhe, foi notado no aumento do número de peças móveis (que já vinha sendo observado na exposição residencial nas últimas edições do iSaloni).

O conceito de home office, neste sentido, fica óbvio tanto pela flexibilidade de uso e transporte dessas peças, quanto na tendência a trazer para o espaço de trabalho peças de mobiliário e decoração já consagradas no ambiente residencial. Demonstrando, assim, a preocupação latente em trazer o conforto da nossa casa e as memórias agradáveis de nossas vidas para o ambiente de trabalho, tornando-o mais agradável, acolhedor e inspirador possível.

Até mesmo as plantas, tão observadas no iSaloni – e que já vêm dominando também os espaços indoor há algum tempo – invadiram os escritórios, quebrando de vez a rigidez desses ambientes e mostrando que o bem-estar é prioridade em todos os aspectos da vida. Ainda nessa onda, o design fun também foi outra vertente altamente explorada, com peças divertidas, casuais e aconchegantes. Balanços, gangorras, redes, espaços chill out, muitos foram os recursos explorados pelas marcas neste ano.

O mesmo se aplica na escolha das cores. Nesta edição do evento ficou clara a predileção por cores que mexam com os sentidos e as emoções humanas – é o design de sentido –, como tons pastel e o azul escuro. Poucas foram as empresas que apostaram em cores fortes ou quentes no segmento. Nota-se, ainda, um retorno forte do marfim, que havia caído em desuso.

No quesito soluções para móveis, as empresas apostaram na simplicidade – como nos nichos e septos para tomadas – à tecnologia – como tecidos a prova de som, conexão com aplicativos etc. No geral, a maior parte das tendências estéticas observadas no evento principal – o Salão Internacional do Móvel – se aplicam ao Workplace 3.0 também, comprovando que já não há mais barreiras para o design.

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