Apartamento Balada

As cores e a iluminação são os grandes destaques deste projeto

Por aqui a balada nunca acaba! O dono dessa cobertura super descolada de 250 m², no bairro Água Verde, em Curitiba, é um empresário solteiro de 50 anos que viaja muito, adora receber gente em casa e gosta de se hospedar em vários hotéis boutique ao redor do mundo. Por ser uma pessoa com um estilo bastante cosmopolita, ele queria trazer um pouco disso para dentro do seu apartamento.

Foi por isso que os arquitetos Gisela Miró e Rafael Carvalho toparam a missão de transformar esse imóvel de dois pavimentos sem deixar de atender aos apedidos do seu cliente. “O apartamento tem uma questão singular: o conceito de apartamento balada. Ele queria que tivesse uma pista de dança, um bar, o conjunto com o living, uma área externa com spa para que ele pudesse usufruir no verão e um espaço gourmet onde pudesse cozinhar para esses amigos – tudo isso na parte superior do apartamento. E na parte de baixo nós temos um home e uma sala de jantar que são de uso privativo, junto com a suíte e a cozinha”, explica o arquiteto.

Foi necessário integrar todos os espaços a fim de dar uma visualização total do apartamento para quem estivesse dentro dele e que todos os usos pudessem ser aproveitados de forma simultânea. A ideia era trazer um pouco da atmosfera do hotel boutique e das baladas, criando assim um ambiente totalmente fora do comum e cheio de personalidade. Isso pode ser identificado pelas escolhas de cores marcantes, revestimentos específicos e, principalmente, a iluminação com mudança de cores.

E quando se fala em cores, a cartela de opções é grande e elas são as protagonistas desse projeto. “Na parte superior todas as paredes são revestidas de bordô, que traz a sensação de acolhimento por ser uma cor quente e temos ali também um sofá marinho que compõe com essa atmosfera mais intimista. Na parte inferior temos uma base cinza nas áreas sociais, os tapetes e a cadeira num tom de berinjela que dão um toque bem sutil de cor. E o mais inusitado: temos toda a suíte principal revestida de tecido verde, pois é uma cor que acalma e traz um toque de serenidade”, explica Gisela.

Já o projeto luminotécnico do apartamento é algo bem cênico e também carregado de cores. No home existem pontos de luz valorizando as obras de arte, no quarto e no banheiro a iluminação é mais intimista, “atrás da cama há um painel de mármore travertino retro iluminado que dá uma sensação bem aconchegante e no banheiro há o mesmo mármore, só que com efeito diferente para o uso de cromoterapia”, conta Rafael.

A parte de cima do apartamento é onde a balada realmente acontece, pois existem rasgos de luz com a possibilidade da mudança de cores que geram esse efeito – o que dispensa o uso de equipamentos no teto que são comuns nas casa noturnas. “A maior dificuldade era conceber um apartamento balada, mas que tivesse o uso de um apartamento convencional e que ele não ficasse aquela coisa característica de balada – um globo de espelho, uma pista de dança delimitada. Contornamos essa situação sem que perdêssemos a cara e o uso de um apartamento residencial”, afirma a arquiteta.

Os arquitetos destacam ainda que tiveram a preocupação de bolar um projeto luminotécnico versátil, ou seja, quando o dono não estiver usando o apartamento para festas, pode preferir a iluminação normal dentro dos nichos.

Por fim, a área externa é toda revestida de madeira para propiciar a sensação de aconchego e o mobiliário externo é algo bem leve que contempla o pedido do spa, um espaço para relaxar e descontrair.

Fotos: Rodrigo Ramirez

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