OVO

De vilão a mocinho

Após décadas e décadas de estudos para definir se o ovo era o vilão ou mocinho da alimentação, eis que a discussão chega ao fim: e sim, pode comemorar! O ovo é seu amigo e pode ser consumido sem medo.

Sua ingestão era controversa, pois esse alimento de origem animal é rico em colesterol – que por muito tempo foi condenado como um grande vilão do coração. Mas através do aval do órgão governamental responsável pelas diretrizes alimentares americanas, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o mundo inteiro acatou que o ovo não prejudica a saúde.

Além do ovo, outros alimentos também foram riscados da lista de “maus”: camarão, coxa de frango (com pele), coração de galinha, lula e bacalhau. De acordo com o documento americano, a declaração é a seguinte:"Não há evidência disponível que mostre alguma relação significativa entre uma dieta com colesterol e os níveis de colesterol sanguíneo. O consumo excessivo de colesterol não é motivo de preocupação."

Mas porque o ovo sempre foi considerado um vilão da boa alimentação? Porque antes, o colesterol era conhecido por fazer mal ao coração. Mas enfim, o estudo mais considerado do mundo diz, não, o colesterol dos alimentos não faz mal.

De acordo com matéria veiculada na Revista Veja, cerca de 80% do colesterol circulante no organismo é produzido pelo fígado - o restante vem da alimentação. Em doses normais, o colesterol (seja o alimentar, seja o hepático) tem um papel importantíssimo no funcionamento do corpo humano, participando da síntese de hormônios e mantendo a integridade das membranas das células. Em excesso, porém, danifica as paredes das artérias, o que o faz ser também a causa principal dos problemas cardiovasculares, como o infarto e o derrame. O embate, este que agora se encerra, tentava esclarecer qual era a responsabilidade do colesterol ingerido e qual era a parcela do colesterol naturalmente fabricado pelo ser humano.

Ou seja, apenas uma pequena parte do colesterol alimentar é absorvida pelo organismo - cerca de 30%. Graças a um fascinante mecanismo de defesa, três proteínas (NPC1L1, ABCG5 e ABCG8), responsáveis pela metabolização do composto, tornam-se ineficientes antes quantidades muito elevadas de colesterol alimentar, o que o faz circular muito modestamente.

Segundo, um trabalho publicado na revista científica da American Society for Nutrition, a maior referência em estudos de nutrição, quantificou, em números precisos, o impacto do colesterol que vem dos alimentos sobre o colesterol fabricado pelo fígado. Uma análise detalhada comprovou que a relação entre os dois é salutar. O colesterol alimentar influencia pouquíssimo os níveis de LDL (o colesterol ruim) no sangue. A conta é exata: 100 miligramas (o equivalente a meio ovo) aumenta 1,9 miligrama do colesterol LDL do sangue. É pouco. A gordura saturada, presente na picanha, na manteiga e no toucinho, por exemplo, provoca o dobro de expansão.

 

 

 

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