Refluxo gastroesofágico

Condição tem se tornado muito comum no mundo todo

Azia, náuseas, pigarro, indigestão, mal estar digestivo ao deitar-se e gases são alguns sintomas que o Refluxo Gastroesofágico causa. A doença já atinge 2 bilhões de pessoas no mundo e 20 milhões aqui no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta condição está muito associada a bebês, idosos, obesos, mulheres multíparas (que já passaram pela gravidez várias vezes) e, o mal do século, o estresse emocional. A Doença do Refluxo Gastroesofágico, chamada de DRGE, ocorre por uma falha entre esôfago e estômago.

 

Uma cartilha do órgão americano National Digestive Diseases Information Clearinghouse traduzida pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), explica o porquê disso acontecer: o esfíncter inferior do esôfago (EIE) é um anel de músculo localizado entre o esôfago e o estômago. Ele age como uma válvula, que impede ou permite a passagem de alimentos e bebidas. Quando há volta do ácido estomacal ao esôfago, ocorre a famosa azia, ou queimação. Se o sintoma ocorrer mais de duas vezes por semana, pode ser considerada a presença da DRGE – e ela pode causar diversos males ao organismo.

 

O Dr. Giorgio Baretta, cirurgião do aparelho digestivo e especialista em cirurgia da obesidade do Hospital VITA, comenta quais problemas que o refluxo pode causar: “ele pode aumentar o risco de doenças do esôfago, como o câncer chamado de adenocarcinoma, prejudicar a função pulmonar e atingir as cordas vocais, provocar sinusite e eventual halitose, além de prejudicar a qualidade de vida do paciente”. Em relação à função pulmonar, estão problemas como asma, fibrose e tosse crônica. No esôfago ele pode causar o chamado ‘esôfago de Barrett’, uma condição na qual as células da parede do órgão são seriamente prejudicadas pelo ácido, e com o tempo pode desenvolver o câncer.

 

Mas o refluxo não aparece de uma hora para outra, maus hábitos geram problemas no sistema digestório. Segundo o cirurgião Dr. Giorgio Baretta, obesidade, alimentos gordurosos, café (e outras bebidas com cafeína) em excesso, refrigerantes, bebidas alcoólicas e cigarro são as principais causas para a DRGE aparecer. Outro problema pouco conhecido e que provoca o refluxo é a Hérnia de Hiato. Ela ocorre quando a parte alta do estômago fica acima do diafragma, este que separa o estômago do tórax. Uma das funções do diafragma é ajudar o esfíncter inferior do esôfago (EIE) a controlar o que entra e sai dali. Assim, facilita o ácido a subir, já que afrouxa o esfíncter.

 

Para saber se você tem o problema, são necessários alguns exames que o especialista em Gastroenterologia deve solicitar. “(O diagnóstico) inicia-se pelo mais comum que é a endoscopia digestiva alta, e pode partir para os mais completos como pHmetria esofágica, Eletromanometria Esofágica e, atualmente, a Impedâncio-pHmetria esofágica” esclarece Dr. Baretta.

 

RECOMENDAÇÕES

- Use travesseiros mais altos;

- Coloque ‘calços’ de até 10cm na cama para deixá-la inclinada;

- Faça refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras;

- Coma devagar;

- Evite ingerir líquidos durante a refeição;

- Evite: álcool, cigarro, gorduras, muitos condimentos, roupas apertadas na região estomacal, comer muito próximo a hora de dormir e, infelizmente, chocolate.

 

Para tratar o refluxo são necessárias mudanças alimentares e de hábitos de vida, cessar alcoolismo e tabagismo, perder peso e alimentar-se saudavelmente. Existem medicamentos cada vez mais potentes chamados de inibidores de bomba de prótons e em último caso a cirurgia laparoscópica - Dr. Giorgio Baretta, cirurgião do aparelho digestivo e especialista em cirurgia da obesidade do Hospital VITA

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