Santa saliva

Umidade determina a saúde da cavidade bucal

Chamada de baba, cuspe, babugem etc., poucos dão importância para esse líquido que “brota” da boca sem sequer percebermos, mas a verdade é que se trata de um dos mais complexos, versáteis e importantes fluídos do corpo. A saliva é essencial para o bom funcionamento de todo o sistema intrabucal, além de suprir um largo espectro de necessidades fisiológicas.

Só sabem da importância da saliva aqueles que já perderam a capacidade de produzi-la ou têm uma produção reduzida. É a boca seca, xerostomia ou hipossalivação. Os sintomas são ardência nas mucosas e gengivas, diminuição do paladar, entre outros. As causas de se ter pouca saliva ou saliva de pouca qualidade são variadas, como: estresse agudo; uso de determinados medicamentos que também diminuem a quantidade se saliva em algum grau; tratamentos oncológicos; desordens nas próprias glândulas salivares; etc.

Outros fatores como idade, menopausa e hábitos como o tabagismo podem afetar a produção da saliva. A síndrome de SJÖGREN e tumores nas glândulas salivares também afetam a produção dela. A diminuição da quantidade e qualidade da saliva predispõe à ocorrência de lesões de gravidade variável na boca: dificuldade de falar, dor nas mucosas, halitose, entre outras. Afeta, também, a remineralização do esmalte aumentando a possibilidade de aumento na doença cárie.

          O tratamento deve ser focado na causa da diminuição do fluxo salivar. Para aliviar os sintomas deve-se procurar a reumidificação, além da estimulação das glândulas salivares, mecanicamente com auxílio de gomas de mascar ou alimentos que produzem o aumento do fluxo salivar, como os que contêm vitamina C. Existem também os lubrificantes artificiais que podem ser utilizados.

Pode ser feita também a estimulação por laser que tem se mostrado um bom coadjuvante na melhoria do funcionamento das glândulas salivares, principalmente as glândulas parótidas, que são as maiores responsáveis pela saliva serosa (aquosa), enquanto que as sublinguais são responsáveis pela saliva mucinosa (viscosa).         

Esse transtorno pode ser reversível, com algumas providências de ajustamento da dieta e estimulação das glândulas. Como também pode ser crônico e irreversível, exigindo tratamento prolongado e contínuo para que se obtenha um resultado satisfatório.  

 

Dra. Ivone Maria

CRO - 28537

Cirurgiã Dentista e Mestre em Dentística

14 3322-4206

Av. Gastão Vidigal, 476 - Ourinhos

  

ASSINE NOSSO BOLETIM

Cadastre-se e fique por dentro das novidades da revista

14 99602-6689

celma@grpmais.com.br

Rua Benjamin Constant, 499 
Vila Moraes - Ourinhos
CEP: 19.900-041

A REVISTA +SAÚDE FAZ PARTE DO GRUPO GRPMAIS
Revista +Saúde © Todos os direitos reservados

+SAÚDE na web:

Selecione a cidade mais próxima da sua região