Enxaqueca!

Uma doença frequente e invisível

Popularmente conhecida por enxaqueca, a migrânea é uma cefaléia primária crônica muito comum, acometendo mais as mulheres que os homens numa proporção de 5 mulheres para cada 2 homens. Frequentemente, inicia-se na infância ou adolescência e possui prevalência estimada de 15% da população. Possui importante impacto no bem estar social e econômico de inúmeras famílias.

As crises típicas da enxaqueca caracterizam-se por dores de cabeça moderadas a intensas, em pontada e/ou latejante, associada a náuseas e/ou vômitos, com duração de quatro a 72 horas quando não tratadas ou tratadas de forma ineficaz. Os pacientes apresentam fobia ou aversão a luzes fortes, odores e ruídos intensos, além de frequente incapacidade física com interrupção durante ou antes do início das atividades. Geralmente são de localização fronto-temporal unilateral ou bilateral e, em apenas 20% dos casos, em toda a cabeça.

Sua frequência é bastante variável, havendo pacientes com crises de caráter semana, mensal e outros por períodos mais longos. Alguns fatores comportamentais ou hábitos alimentares servem como gatilho para as crises, tais como: frutas cítricas, chocolate, queijo amarelo, alimentos condimentados, embutidos ou enlatados, cafeína ou bebidas com cafeína, bebidas alcoólicas. Longos períodos de jejum ou a ingestão de comida em excesso, exposição a altas ou baixas temperaturas, assim como estresse físico ou psicológico, são fatores precipitantes. Período menstrual e gestacional também estão diretamente relacionados ao aumento da incidência. 

O diagnóstico é clínico, porém toda cefaléia de início recente ou com mudança dos padrões habituais nos últimos dois meses deve ser investigada por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e arteriogragia cerebral diagnóstica. Isso para excluir diagnósticos diferenciais como sinusite, acidente vascular encefálico isquêmico ou hemorrágico, tumores e abscessos cerebrais e aneurismas.

O tratamento é realizado em duas etapas: preventivo e durante as crises. O principal tratamento é o preventivo, utilizando medicamentos de diversas classes, além de medidas comportamentais. Já o tratamento para o período de crise tem como principal classe os triptanos associados ou não aos anti-inflamatórios. O uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios apenas nas crises sem a prevenção prejudica o tratamento a médio e longo prazo.


 

Rogério Petillo Mercaldo Musella
CRM - 23746
Neurocirurgia / Neurocirurgia Oncológica

 

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