Doença Hemorroidária

É possível operar com menos dor?

A doença hemorroidária (DH) é uma afecção comum e frequente a partir da 4ª década de vida, afetando homens e mulheres. Se caracteriza pela dilatação e ingurgitamento dos vasos hemorroidários localizados no interior do canal anal, tornando suas paredes finas e levando ao sangramento, além do estiramento dos tecidos com perda progressiva de sua sustentação, com prolapso dos mamilos hemorroidários (MH).

Não há uma causa precisa para a DH, mas estão relacionadas às causas vasculares (hipertensão/hiperfluxo) e degenerativas. Alguns fatores contribuem para a doença: a predisposição familiar, idade, esforço evacuatório (obstipação ou diarreia), gravidez, posição sentada por longos períodos.

O diagnóstico da DH é clínico, sendo os sintomas mais frequentes: o sangramento, o prolapso (exteriorização dos MH pelo ânus), coceira, secreção e sensação de ânus úmido. A dor não é um sintoma frequente na DH, sendo mais presente nas complicações como a trombose hemorroidária, onde pode ser intensa, com grande inchaço local.

O exame proctológico deve ser realizado pelo médico especialista (Coloproctologista). Embora o exame possa ser um pouco constrangedor, ele é indolor e imprescindível para o diagnóstico, visando diferenciar os sintomas hemorroidários de doenças mais graves, como o câncer colorretal.

O tratamento clínico é realizado a partir de modificações na dieta, aumento da ingestão de líquidos e fibras (frutas, legumes, verduras e cereais), para corrigir o hábito intestinal e reduzir o esforço na evacuação. Além disso, é necessária higienização perianal (com água e sabão), evitando uso de papel. O uso de medicações tópicas (pomadas e supositórios) e orais, são frequentes auxiliares na prática diária promovendo rápido alívio dos sintomas.

Algumas abordagens menos invasivas podem ser realizadas em consultório, como a ligadura elástica, escleroterapia ou fotocoagulação por infravermelho.

O tratamento cirúrgico está reservado para os casos em que os sintomas não são controlados com medidas clínicas. Apesar da elevada eficácia da cirurgia convencional, o medo do sofrimento pós-operatório afasta muitos pacientes do tratamento definitivo. Ainda assim a maioria dos pacientes operados testemunham a favor da cirurgia e de sua realização mais precoce.

Algumas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas para o tratamento da DH com o objetivo de reduzir a dor pós-operatória e acelerar a recuperação do paciente. Destacam-se a hemorroidectomia mecânica por grampeamento e, mais atualmente, a dearterialização hemorroidária transanal guiada por doppler – uma inovadora técnica, menos agressiva, que não exige corte dos tecidos anais, sem promover feridas na região anal, com menos dor, melhor recuperação do paciente e mais rápido retorno às suas atividades habituais.

Não se automedique, procure um Coloproctologista para adequado diagnóstico e tratamento.

 


Joane Mascarenhas
CRM 13284/BA
Coloproctologista e colonoscopista
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

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