Cabelo, cabeleira

Transplante capilar pode ser a solução para quem tem o problema da calvície

Quem é vaidoso sabe o quanto a nossa autoestima fica em baixa quando não estamos de bem com o nosso cabelo, corpo ou pele. Em se tratando de cabelo, especificamente, todos nós sabemos que ele é a moldura do rosto e é capaz até ditar modas. Mas para quem sofre de calvície, poucos fios ou a falta deles, o problema pode ser motivo de vergonha e de uma constante “briga” com o espelho.

Há quem pense que a calvície – que afeta cerca de 80% dos homens em alguma fase da vida – acontece por conta da queda dos fios em algumas áreas do couro cabeludo que não voltam a crescer, como as chamadas “entradas”, por exemplo. Esses casos são raros, mas também podem ocorrer.

O cirurgião plástico Leonardo Sauer, que atende na cidade de Moema, em São Paulo, explica que esse problema é conhecido como Alopécia Androgenética  e  “resulta de um afinamento dos fios, que vão se tornando mais curtos e reduzidos em diâmetro até que ficam invisíveis a olho nu. A este processo dá-se o nome de miniaturização, em que o ciclo de crescimento do cabelo é afetado pela ação do hormônio DHT (dihidrotestosterona), que faz com que a porcentagem de cabelos na fase de crescimento e a duração desta fase diminuam, resultando em cabelos mais curtos”, esclarece Leonardo.

Mas, graças à tecnologia, o problema da calvície pode ser resolvido com o transplante capilar e é indicado também para pessoas com pouco pelo na barba, bigode, sobrancelhas ou cicatrizes na cabeça. “É uma cirurgia em que folículos capilares são tranferidos de uma área com alta densidade capilar para outra área com alopecia (área receptora). A doação de fios para esse transplante é do próprio paciente, a partir de outra área da cabeça, da face ou do corpo”, explica o cirurgião.

Ainda não é possível transplantar fios de uma outra pessoa, pois o risco de rejeição do órgão é muito grande – a menos que sejam irmãos gêmeos idênticos e um deles esteja diposto a doar parte do seu cabelo.

Não existe uma idade mínima para se submeter ao procedimento cirúrgico, tudo vai depender da causa da alopecia que deve ser diagnosticada por um profissional especialista nesse tratamento. Mas Leonardo afirma que essa é uma interveção bastante segura. “O procedimento é feito em centro cirúrgico, sob anestesia local e sedação, ou anestesia geral em casos selecionados. Os riscos são pequenos, uma vez respeitadas as normas de segurança”, enfatiza.

O cirurgião plástico ainda explica que “após a implantação, é parte do processo a queda da grande maioria dos fios, que voltam a crescer de novo, progressivamente, dentro de 12 meses e não caem mais”. Por isso, é extremamente importante manter os cuidados pós-operatório e evitar tração do cabelo, tratar caspa e dermatite seborreica. Além disso, o paciente deve fazer uso de alguns medicamentos e suplementos sob orientação médica que vão auxiliar no crescimento saudável dos fios.

Fato é que o transplante capilar está em alta nos consultórios de estética e tem sido a opção de muitos os homens que desejam cabelos mais bonitos e vistosos, porque eles discordam do ditado que é dos carecas que elas gostam mais!

ASSINE NOSSO BOLETIM

Cadastre-se e fique por dentro das novidades da revista

A REVISTA +SAÚDE FAZ PARTE DO GRUPO GRPMAIS
Revista +Saúde © Todos os direitos reservados

+SAÚDE na web:

Mudar minha localização