Música para alma

Musicoterapia é uma alternativa reconhecida para diversos tratamentos

A música faz parte da natureza humana. Quantas vezes você não se pegou ouvindo uma balada romântica que lembrasse seu primeiro beijo? Ou uma música super melancólica para aqueles momentos tristes? Canções, melodias, notas, ritmo, tudo que está presente na música causa sensações em quem a escuta. A Musicoterapia estuda justamente isso, qual é o impacto da música em seus ouvintes. Ela surgiu ao final da 2ª Guerra Mundial e era utilizada na reabilitação física e mental dos soldados feridos. Com o tempo, os estudos e a prática cresceu, abrangendo diversas áreas, como no ensino, na terceira idade, na saúde mental e nos hospitais de variadas especialidades.

 

Na musicoterapia, paciente e terapeuta desenvolvem um elo muito especial. “Cada paciente reage de uma maneira ao escutar ou executar uma música. Por isso, fazemos uma anamnese para conhecermos a história de vida e musical de cada um, para interagir com ele de maneira mais direcionada e com objetivos específicos”, explica o musicoterapeuta Nelso Vieira Barreto. Nelso atua na área há 10 anos e já participou de muitas experiências boas na profissão. Ele ressalta que já auxiliou pacientes de câncer com fortes dores, causou uma melhora significativa nas funções interpessoais em crianças autistas e até na coordenação e equilíbrio em pacientes infantis com microcefalia.

 

Nathalya de Carvalho Avelino, que faz parte da diretoria da UBAM (União Brasileira das Associações de Musicoterapia), explica como trabalha o musicoterapeuta: “Os atendimentos são definidos e desenhados de acordo com os objetivos terapêuticos, respeitando o contexto e o espaço de cada paciente. De modo geral, o musicoterapeuta atua de forma autônoma, tanto individual quanto em grupo. No atendimento, o musicoterapeuta junto ao paciente, pode improvisar, tocar, cantar, criar/compor, realizar audições musicais, dentre outros procedimentos específicos da musicoterapia”. Ela ainda afirma que qualquer pessoa pode se submeter a musicoterapia, já que aperfeiçoa a coordenação motora, libera dopamina (neurotransmissor importante no controle do movimento, cognição e motivação) e, também, diminui o estresse e ansiedade.

 

Mas se engana quem pensa que o musicoterapeuta deve apenas saber tocar um instrumento. “A formação em musicoterapia se dá através de cursos de graduação ou pós-graduação, reconhecidos pelo MEC”, ressalta a diretora Nathalya. O musicoterapeuta Nelso também detalha com carinho sua profissão: “Musicoterapia é a utilização da música e de seus elementos, com o objetivo de atender às necessidades físicas, mentais, sociais, emocionais e cognitivas. A nossa formação é baseada em três pilares, nos conhecimentos científicos da saúde, música, e sensibilização do terapeuta”. E ele ainda finaliza poetizando: “Acredito que não existam barreiras em relação à música, ela alcança qualquer lugar ou pessoa, seja em âmbito emocional ou físico, estas vibrações sonoras influenciam no nosso bem estar e tem um efeito direto em nossas células, tanto positivamente quanto negativamente”.

 

 

ASSINE NOSSO BOLETIM

Cadastre-se e fique por dentro das novidades da revista

A REVISTA +SAÚDE FAZ PARTE DO GRUPO GRPMAIS
Revista +Saúde © Todos os direitos reservados

+SAÚDE na web:

Mudar minha localização