É paixão nacional!

Nunca será “só futebol”

Dia de jogo, dois times em campo, a bola está rolando no gramado e os amigos reunidos na frente da TV vibram a cada lance perigoso. Na ponta da chuteira os jogadores carregam a alma e o peso de uma torcida que defende o seu respectivo manto sagrado: “Mas que beleza, é uma partida de futebol”!

Não foi dessa vez que a seleção brasileira conquistou o título de hexacampeão na Copa do Mundo da Rússia 2018. Mas a gente sabe que por aqui o futebol vai continuar sendo motivo de alegria, de tristeza e também para abrir uma cerveja gelada e convocar os amigos para uma reunião importante que acaba em um churrasco de domingo ou na pelada de sexta. É claro que esse é o esporte coletivo mais popular do planeta e, sem dúvidas, os brasileiros são verdadeiros apaixonados pelo futebol.

Quer ver como isso é verdade? Fomos atrás de algumas histórias inspiradoras pelo Brasil de torcedores que fizeram do futebol e seus clubes sua verdadeira paixão. Conheça a história de três deles:

Francisco Moraes - torcedor do Flamengo

“Meu nome é Francisco Moraes, nascido em Teresina, no Piauí, e crescido na cidade do Rio de Janeiro.
Sou Flamenguista de coração, já viajei por esse mundão para acompanhar jogos do Flamengo e Seleção Brasileira em 12 Copas do Mundo (México 70, Alemanha 74, Argentina 78, Espanha 82, México 86, Itália 90, Estados Unidos 94, França 98, Japão 2002, Alemanha 2006, África do Sul 2010 e Brasil 2014), e suas eliminatórias desde 1967. Além de três Copas das Confederações: 2005 (Alemanha); 2009 (África do Sul); 2013 (Brasil). 

Acima de tudo, as viagens com o Flamengo, de 1973 até a presente data para todos os lugares do mundo, Do Iraque à Líbia, passando pelo Zaire, Arábia Saudita, Kuwait, Japão, Trinidad e Tobago, Marrocos, Bahrein, Gabão, Argélia, Angola, África do Sul, Tunísia, USA, praticamente todos países da Europa, da América do Sul e Central. Minha paixão pelo futebol se estendeu à grande festa do esporte amador em seis Olimpíadas (Munich 72, Montreal 76, Moscou 80, Los Angeles 84, Atlanta 96 e Brasil (2016).

A vida é feita de escolhas. Você pode gostar de cinema, de viajar ou de ir ao teatro. Eu gosto de futebol e fiz dele a minha vida. Para mim não tem preço levar as cores do meu Flamengo para cidades e países distantes, divulgando meu time.

Um patrimônio substancioso foi embora por essa paixão e faria tudo de novo. Paixão e amor não se explica. Amo o Flamengo. Amo futebol!

Todas as minhas aventuras com o futebol está documentada no meu site: www.historiadetorcedor.com.br

Jairton Rocha -  torcedor do Coritiba

Esse é Jairton Rocha, que tem 50 anos e mora na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná. Ele tem distrofia muscular nas pernas, e só consegue se locomover deitado em uma maca, mas isso está longe de ser uma barreira que o impeça de assistir os jogos do Coritiba na beira do gramado.

Jairton conta que sempre foi uma criança muito ativa: “gostava muito de jogar futebol, modéstia à parte me achava um excelente goleiro”. Com oito anos de idade ele já convivia com uma dor na perna direita que o incomodava e, mais tarde, com treze anos, essa dor se agravou e ele se viu totalmente atrofiado do tórax aos pés, por conta de um erro médico. “Esse fato interrompeu minha infância, adolescência e minha mocidade pois com isso não podia mais andar, ficar em pé, tampouco sentado”, relata Jairton.

A família até tentou outros tratamentos na época para reverter a situação mas, infelizmente, sem êxito. “Quando eu tinha 17 anos decidi levar minha vida assim mesmo, como Deus assim achou melhor, e com a força Dele fui enfrentando todo tipo de obstáculos para viver feliz”, conta ele. Ainda jovem, Jairton acabou conhecendo Solange, com quem é casado há 30 anos e tem dois filhos, frutos dessa união.

“Hoje em dia quando não estou em minha maca, estou em minha cama no meu quarto, mas nada me impede de ser feliz, pois tenho uma família maravilhosa que me apoia em tudo que gosto de fazer, e em especial me incentivando e me dando forças para ir até o Estádio Couto Pereira ver meu time do coração jogar: o Coritiba. Trago comigo essa paixão pelo futebol desde a infância e que mesmo com todos esses problemas sempre busco acompanhar o meu time na beira dos gramados por onde ele for”, conta o torcedor coritibano.

Milbert Ferreira e Pedro Moreno - torcedores do Fluminense

“Em um jogo do Fluminense aconteceu algo comigo muito maior que qualquer rivalidade. Talvez só entenda quem realmente ama o futebol ou não, mas que entenda o que estou querendo dizer.

Durante o jogo, eu olhei para trás e vi uma criança me olhando, até aí nada demais. Eu grito tanto que isso assusta as crianças, mas não era susto, era um olhar diferente, que só fui entender mais tarde.

A avó desse menino veio falar comigo. Ela me falou que os pais dele torciam para outro time e que ela fazia de tudo para que ele se tornasse tricolor, mas que não sabia se ia conseguir. Bom, cada movimento que eu fazia, eu olhava para trás e via ele me olhando. Até que no meio do jogo eu falei que se o Flu fosse campeão eu daria o meu boné pra ele.

Bom, nesse dia o Fluminense não ganhou, mas fizemos um bom jogo. Fiquei triste? Fiquei, demais!!! Mas, do nada, olhei pra ele e ele estava me olhando, então não pensei duas vezes e fui lá e coloquei o meu boné na cabeça dele. O menino, com uma reação quase que imediata, me deu o que mais valia pra ele naquele momento: todos os chicletes que ele tinha. A cena dele sacudindo o pacotinho de chiclete para me dar, me fez cair em choro. Só quem me conhece sabe o quanto me importo com essas coisas. Ele saiu do Maraca me prometendo ser tricolor pra sempre. Bom, se você acha que saiu ganhando mais do que eu, você não sabe de nada! (risos)”

*No Facebook o Milbert escreveu essa história que viralizou, ajudando-o a encontrar a família do Pedrinho para que eles pudessem manter o contato.

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