Aromas que curam

Óleos essenciais de plantas e seus efeitos curativos

De nome leve, bonito e autoexplicativo, a aromaterapia é, justamente, o que você, leitor, está pensando: a terapia dos aromas! Ramo da fitoterapia – estudo de plantas medicinais e suas aplicações na cura de doenças –, é baseada no efeito que os aromas de determinadas plantas são capazes de provocar no indivíduo. Para tal, explora o óleo extraído de plantas aromáticas – chamado de óleo essencial –, que atua na cura de enfermidades de ordem física e psicológica – abordando o problema como um todo, não por meio de um ponto de vista fragmentado.

De cheiro agradável, esses óleos são 100% naturais, voláteis e extremamente concentrados. De acordo com Priscila Botelho de Arruda, proprietária da Bioessência® Óleos Essenciais, eles penetram em nosso corpo através do sistema respiratório (inalação, aroma e spray ambiental) e da pele, quando diluídos em bases vegetais (massagem, banho, compressas, escalda pés, pós-banho, pós-depilatório), sendo completamente absorvidos pelo organismo, sem deixar resíduos nocivos à saúde.

“Devido à riqueza de seus componentes químicos [naturais], possuem diversas propriedades terapêuticas que beneficiam nosso sistema imunológico e agem como excelentes preventivos de doenças”, explica Priscila. Essa estrutura de componentes presentes em cada óleo essencial é que estimula a produção das substâncias responsáveis pela recuperação e equilíbrio da nossa saúde física, mental, emocional e energética.

Atuando, assim, contra diversos males, tais quais: apatia, depressão, insônia, estresse físico e mental etc. Agindo como antissépticos, bactericidas e cicatrizantes. Também apresentando propriedades expectorantes, desintoxicantes, regenerativas, analgésicas, antidepressivas, calmantes e por ai vai!

Dados históricos comprovam registros procedentes do Oriente que mostram que destilarias primitivas já existiam há mais de cinco mil anos, embora provavelmente produzissem loções em vez de óleos essenciais. Hipócrates, considerado o “pai da medicina”, utilizou fumigações aromáticas para erradicar a praga de Atenas. Soldados romanos se fortaleciam em banhos aromáticos e massagens. Médicos do mundo todo iam ao Egito aprender a cura pelos aromas com os mestres da época. E muitas outras são as histórias.

Ainda mais bacana é o fato de que qualquer um pode fazer uso da aromaterapia, sem discriminação de idade ou gênero, por exemplo. Obviamente, há de ser observadas algumas contraindicações pontuais, conforme aponta a psicóloga e aromaterapeuta, Adriana Gonzales: “Essas contraindicações variam de óleo para óleo.”

O alecrim cineol, por exemplo, é hipertensor, então não é recomendado para quem tem pressão alta. Já o lavanda é hipotensor, não sendo indicado para quem tem pressão baixa. O hortelã pimenta não é recomendado para gestantes, por exemplo. Por isso é importante adquirir os óleos e fazer uso a partir da orientação de um profissional.


Aliás, até nossos animaizinhos de estimação podem fazer uso dos benefícios da aromaterapia. Adriana explica que os óleos essenciais podem ser usados no tratamento de pulgas, ferimentos, micose, bem como para acalmar e tranquilizar os pets.

É importante, ainda, garantir a qualidade do produto, comprando-os de profissionais certificados, que garanta, a pureza do óleo e a manutenção de suas propriedades curativas. Priscila, da Bioessência®, explica que há muitas essências produzidas em laboratório no mercado, que em nada se comparam aos óleos essenciais.

“Um nada a tem a ver com o outro. Essências são substâncias sintéticas, quimicamente elaboradas com a finalidade de obter um aroma idêntico ou similar ao natural com baixo custo. Porém, não possui as propriedades terapêuticas e muito menos a riqueza de substâncias ativas que os óleos essenciais têm por natureza”, finaliza a especialista.

 

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