"A PIPA NÃO SOBE MAIS?"

Saiba que a disfunção erétil pode ser decorrência de diabetes

A disfunção erétil é um dos fantasmas que mais assombram os homens durante a vida. O que alguns desconhecem, porém, é que o sintoma pode ser indício de doenças inclusive crônicas, como a diabetes. Agindo muitas vezes de maneira silenciosa, o que faz com que seja diagnosticada tardiamente, a doença é uma das maiores causadoras da popularmente chamada “impotência sexual”. A boa notícia, porém, é que há possibilidade de tratamento e de reversão do quadro erétil.

 

Para compreender melhor a influência da diabetes na saúde sexual masculina é preciso, primeiro, entender o que é de fato essa enfermidade. A diabetes, também chamada de diabete, é caracterizada pelo alto nível de glicose no sangue, podendo ocorrer devido a problemas na ação ou secreção do hormônio insulina, produzido no pâncreas. Os sintomas mais conhecidos são a coceira no corpo, sede intensa e urina excessiva.

 

O urologista Emilio Sebes Filho conta que o diagnóstico é feito através de um exame sanguíneo, que mede a glicemia em jejum verificando a taxa de açúcar no sangue. “O tratamento, por sua vez, ocorre de acordo com a orientação do endocrinologista ou clínico geral e normalmente é feito com o uso de medicamentos, que ajudam a diminuir a concentração de glicose no sangue”, explica. Complementando o tratamento, ainda, é importante deixar a preguiça de lado e se exercitar. Musculação e atividades aeróbicas, por exemplo, como correr ou caminhar, são muito indicadas para otimizar o processo e trazer mais bem-estar ao diagnosticado.

 

Não se desespere!

 

Por ser uma doença decorrente do alto nível de glicose no sangue, portanto, ela afeta a irrigação sanguínea em alguns órgãos, inclusive no pênis. O que causa entupimento das artérias do membro e acaba por prejudicar a ereção. Além da manutenção do tratamento contra a progressão da diabetes conforme descrita anteriormente, o entupimento das artérias penianas exige também outras ações, segundo Sebes Filho. “Um das alternativas é a terapia de ondas, em que o órgão sexual masculino é submetido a uma onda acústica que aumenta a circulação sanguínea no local. Promovendo, assim, processos de neovascularização e reparação do tecido.”

 

Outro fator muito importante e que deve ser tratado é o aspecto psicológico. “A glicose é um composto que consegue afetar o funcionamento de muitos sistemas corporais. Quando em níveis elevados ela é também responsável por prejudicar os estímulos nervosos que acontecem em diversas partes do corpo, afetando o prazer sexual e mudando significativamente a qualidade de vida do paciente”, afirma o urologista. “A recomendação médica, então, é a de manter a glicemia sempre controlada, usar preservativo durante as relações sexuais, observar a região genital diariamente, evitar roupas muito apertadas ou que esquentam muito durante o dia e evitar lavagens frequentes com duchas”, conclui o profissional.

 

Ao combinar esses tratamentos e recomendações, o homem passa a ter um controle total da enfermidade e dos problemas decorrentes dela, possivelmente alcançando resultados satisfatórios e duradouros e, consequentemente, mantendo uma rotina sexual ativa e com qualidade de vida.

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