Síndrome do pânico

Medo e isolamento podem ser sinais da doença

Em entrevista à Revista + Saúde, a psiquiatra Dra. Renata Ricci Leão destaca que a principal característica da síndrome é a sensação de morte iminente. “Este sintoma acontece repentinamente, ocasionando ao indivíduo um sofrimento muito grande. O paciente tem uma série de ataques de pânico, onde ele literalmente pensa que vai ter ‘um treco’”, afirmou.

Mas o que é um ataque de pânico? O mesmo é um evento isolado em que a qualquer hora do dia e sem motivo o paciente passa a sentir uma série de sintomas como: palpitação, tremores, ondas de calor, tonturas, suor excessivo, falta de ar, pernas bambas, impressão de que o ambiente ao seu redor está diferente, dor de barriga e dor no peito.

Estes sintomas são tão intensos e vêm tão de repente que se tem a impressão de que se vai morrer. “Nesta hora, o paciente pensa que irá desmaiar, infartar ou ter um AVC. Como há um sofrimento muito grande durante esses episódios, a pessoa passa a evitar qualquer atividade, local ou situação que ele ache que poderá desencadear esses sintomas”, disse a médica.

Esses ataques desencadeiam um dos piores problemas sofridos por quem tem ataques de pânico: o constante medo.  A pessoa evita ficar sozinha, não permanece em locais fechados ou aglomerados ou, até mesmo, deixa de sair de casa (o que é chamado de “agorafobia”).

Estudos ainda não encontraram um único fator responsável pelo aparecimento da Síndrome do Pânico. “Hoje sabemos que há uma série de influências biológicas, psicológicas e sociais que juntas culminam na doença. Também existe a influência biológica, o que significa que deve haver uma predisposição genética e familiar pra que isso ocorra. Então, dependendo do perfil psicológico da pessoa e dos fatores sociais e ambientais a que ela está exposta, a síndrome pode se desenvolver”, relatou Dra. Renata.

De acordo com a psiquiatra, geralmente o pânico aparece em quem tem familiares portadores da síndrome ou portadores de ansiedade e de depressão, em quem é submetido a sobrecargas de estresse e possui um padrão psicológico de vulnerabilidade, como, por exemplo, medo de ficar doente, etc.

Tratamento - O apoio familiar é essencial. É importante que os familiares não cobrem a melhora do paciente e, sim, respeitem suas limitações e incentivem-no a procurar tratamento especializado. “Durante uma crise, quem estiver ao lado de uma pessoa com ataque de pânico deve tentar acalmá-lo, lembrando-o de que seus sintomas são passageiros e que nada de grave lhe acontecerá. Nesse momento, ele precisa respirar bem devagar também”.

Como a síndrome é uma doença estritamente psicológica, o tratamento envolve psicoterapia e mudanças de hábito que possam desencadear um ataque. Adotar uma rotina de vida mais saudável, com mudança alimentar, prática de atividade física e incremento das atividades de lazer é essencial. Somente em casos mais graves e nas fases críticas devem ser usados medicamentos.

“A cidade de Ourinhos oferece tudo que é necessário para o tratamento da Síndrome do Pânico. Há atendimento psiquiátrico e psicológico tanto na rede pública como na particular e há áreas na cidade para se praticar atividade física e de lazer sem gastar dinheiro. A trilha verde, as academias da saúde, os esportes oferecidos pela Prefeitura, tudo isso ajuda muito o paciente”, completa.

A Síndrome do Pânico não é totalmente curável, o que existe é o controle, já que se trata de um quadro recorrente. O que é preciso para o portador desta síndrome entender é que a mudança de rotina é essencial e que a medicação nem sempre é necessária.

Quando procurar um profissional – Segundo a Dra. Renata, a doença costuma se manifestar no início da vida adulta, porém pode acontecer em qualquer fase da vida, inclusive durante a infância.

Portanto, os pais e a família devem se preocupar e procurar um profissional quando essa pessoa evitar sair de casa, permanecer sozinho ou for a locais fechados e cheios de gente. “Geralmente o quadro começa a se desenvolver quando o paciente se mostra excessivamente preocupado com sua condição física e vai com frequência a médicos ou pronto-socorro. A pessoa também se mostra triste, isolada e dorme mal.

 

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