Transtorno bipolar não tem cura

Especialistas preconizam o controle da doença através de tratamento adequado, objetivando manter a qualidade de vida dos portadores

De acordo com o médico psiquiatra Luís Fernando Alvares Jorjão, do Centro Integrado de Psiquiatria e Terapia Cognitiva (CIPET), baseado em Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo, o transtorno bipolar é uma doença em que o humor da pessoa portadora oscila de forma significativa.

Em alguns períodos, dá sinais de depressão, como desânimo, tristeza, apatia, falta de vontade para as tarefas do dia-a-dia e àquelas relacionadas ao prazer. Em outros, as manifestações são de euforia, com pensamento acelerado, fala acelerada, propensão ao consumo anormal, comportamentos exagerados e grandiosidade de pensamento.

“Existem ainda aqueles que só apresentam a fase de euforia, o que chamamos de mania”, esclarece Dr. Luís Fernando. Segundo o psiquiatra, essas variações de humor são também intercaladas por períodos de normalidade.

Estudos mostram que apesar do transtorno bipolar nem sempre ser facilmente identificado, existem evidências de que fatores genéticos possam influenciar o seu aparecimento.

Uma característica predominante nos casos de bipolaridade é a mudança súbita do estado de humor. Muitas vezes, o portador nem percebe a alteração e, na maioria das vezes, atribui a algum fator momentâneo. “Nessas ocasiões, a capacidade de discernimento do indivíduo é comprometida ou anulada”, afirma.

Dr. Luís Fernando chama a atenção para a dificuldade de se diagnosticar o problema, devendo sempre estar sob a responsabilidade de um médico especialista. “É temeroso fazer avaliações empíricas, não se deve confundir o transtorno bipolar com as variações de humor originadas por outros fatores cotidianos e de estresse”, pondera. Estas, sim, desaparecem na medida da solução dos problemas ocasionais.

Não existe cura para essa doença, somente controle. “A administração do problema é feita através de medicações ministradas por um psiquiatra e também com auxílio psicológico e com terapia ocupacional para que a pessoa tenha uma vida mais próxima do seu estado de normalidade", propõe Dr. Luís Fernando.

Nas palavras do psiquiatra do CIPET, quando esse controle é feito corretamente a pessoa pode continuar trabalhando, estudando e se relacionando com as outras pessoas sem maiores problemas.

O diagnóstico precoce é sempre fator facilitador para o tratamento e, nesse sentido, a participação da família é fundamental. Daí a importância da informação, para que se saiba com que tipo de distúrbio está lidando. Apoio e compreensão nessa hora completam a receita de como enfrentar a doença.

 

 

 

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