A síndrome de Burnout

Os limites entre “o produtivo” e “o patológico”

O modelo de organização da sociedade contemporânea vem exigindo do ser humano capacidades cada vez mais complexas e papeis sociais que se acumulam sobre o mesmo sujeito. Trabalhos que envolvem muitas metas, produtividade, reuniões extra-horário, plantões a distância, consultorias 24 horas por telefone, viagens... São rotinas que se tornaram comuns para muitos profissionais. A síndrome de “Burnout” ou esgotamento é um transtorno inicialmente descrito em executivos, mas vem se tornando presente em todos os profissionais.

Hoje, fala-se em Burnout não apenas no contexto do trabalho, mas principalmente no que se refere ao pouco equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. A cultura das obrigações auto-impostas, como fazer diversos cursos, continuar magro para sempre, comer coisas saudáveis, ter equilíbrio afetivo, guardar dinheiro para o futuro, dentre outras, piora o contexto em que a síndrome acontece.

 Os primeiros sintomas surgem a partir de um esforço mental sobrenatural para se lembrar e cumprir tantos compromissos com rigor e maestria alcançando as expectativas da sociedade e principalmente o fato de se cobrar muito. Problemas de relacionamento com colegas, clientes e chefes e irritabilidade em diferentes cenários são sinais de alerta para a síndrome.

Se não houver mudança na rotina surgem sintomas como: fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, intolerância, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite e perda da iniciativa.  Se não tratada a síndrome evolui muitas das vezes para um transtorno depressivo ou ansioso.  O tratamento do Burnout é simples, mas exige comprometimento do paciente em especial na mudança de hábitos e na auto-reflexão. 

Medicamentos podem ajudar inicialmente, mas o trabalho em psicoterapia e psico-educação são fundamentais para as mudanças efetivas e duradouras. Uma reflexão sobre o ambiente de trabalho e sobre o próprio conceito de felicidade deve ser estimulada e uma revisão na rotina é obrigatória!

 

Dr. Klyl Morais Carneiro, psiquiatra

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