A janela secreta da mente

Novos estudos apontam que milhões de pessoas passam por problemas de saúde mental no mundo

 

Falar sobre distúrbios psicológicos e psiquiátricos é um ainda grande tabu na sociedade, porém este medo precisa ser vencido. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 10% da população global sofre com algum distúrbio de saúde mental, isso significa cerca de 700 milhões de pessoas! Pior ainda é a estatística da quantidade de médicos que atende a área, apenas 1%.

          Para falar mais sobre o tema, a +Saúde procurou a psiquiatra Dra. Maria Cristina de Stefano, ela perdeu seu filho de 34 anos, Felipe de Stefano, que tirou sua própria vida após viver anos com depressão, porém convivia com o distúrbio silenciosamente. A psiquiatra somente percebeu que havia algo de errado quando o filho começou a abusar do álcool, um alerta feito pelos amigos do filho.

          A mente humana é cheia de surpresas, tudo deve funcionar perfeitamente – fisiologicamente falando – para que nosso psicológico também aja de forma considerada “normal”. Muitas pessoas tendem a dizer que o paciente com distúrbio mental está “fazendo graça” ou que é louco, mas na verdade é uma sabotagem do próprio organismo, a falta de certas substâncias pode causar os mais diferentes tipos de transtornos mentais, além de fatores como abuso e dependência química.

          Um dos maiores problemas e principal preocupação médica é o desenvolvimento desses transtornos para o suicídio, o qual faz que o paciente entre num estado de despersonalização (dissimulação da verdade) e profundo desespero, é quando não há mais saída para os problemas e sua “única” solução seria tirar a própria vida, “a pessoa não quer morrer, ela quer é viver, mas ela não consegue achar saídas para sair daquele sofrimento”, afirma a Dra. Maria Cristina.

          A família e os amigos têm um papel fundamental na vida de quem sofre com algum distúrbio, são eles que poderão auxiliar a pessoa e encaminhá-la para um tratamento e acompanhamento, seguido de medicação, terapia de 2 a 3 vezes por semana e também o amparo voltado para a família do paciente, que deve aprender a lidar com esta situação. A psiquiatra ainda afirma que a dependência alcoólica é uma das maiores incidências (novos casos) de transtornos como a depressão.

          Distúrbios de saúde mental ainda são muito difíceis de serem trazidos a tona como tema, mas é de extrema importância falar sobre, segundo a Dra. Maria Cristina os preconceitos estabelecidos criam uma ação moralizante, na qual julgam esse paciente sem ao menos entenderem o que se passa em sua cabeça e organismo. Ela ainda diz que o paciente suicida age por compulsão, principalmente na tentativa de se matar, “a pessoa não se mata para chamar atenção, isso é uma coisa horrível de se dizer”, exclama a psiquiatra.

          A Dra. Maria Cristina faz um apelo a todos os amigos e familiares de pessoas com algum distúrbio mental, é necessário estar presente, dar suporte para a pessoa e, principalmente, encaminhá-la para um atendimento médico, somente assim será possível evitar que maiores perdas aconteçam.

 

 

Para ler

- Suicídio: uma epidemia calada – Felipe de Stefano (diário sobre os últimos três anos do filho da Dra. Maria Cristina de Stefano)

- Viver é a melhor opção – A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo – André Trigueiro (jornalista da GloboNews)

 

 

           

 

          

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