Amigo até demais

Já ouviu falar sobre a Síndrome do Cara Bonzinho?

Q uantas vezes você, mulher,  após um término difícil de  relacionamento, não encontrou  aquele cara super amigo, disposto a ajudá-la a superar essa fase complicada, dando conselhos sobre sua vida amorosa ou falando mal do seu ex para deixá-la feliz? E no final, tudo o que esse “amigo” queria era sexo. Sim, essa história não aconteceu só com você – esse comportamento é chamado de Síndrome do Cara Bonzinho.

O psicólogo e escritor de quatro romances psicológicos, Alexandre Bez, explica que esse tipo de cara é conhecido há cerca de uma década pela ciência da psicologia. Ele se aproxima de mulheres vulneráveis, que estejam passando por um momento difícil e acreditam que, ao ajudar essa mulher que está em maus momentos, sua recompensa será o ato sexual.

Mas por que isso acontece? O cara é um babaca em potencial que está pronto para se aproveitar de qualquer mulher aflita? Mais ou menos, o psicólogo esclarece que existem dois tipos de homens com esse comportamento, aquele que tem uma péssima autoestima e aquele que é mal caráter mesmo, que faz joguinhos com o sentimento da mulher – este último sem cura para sua maldade.

Já o primeiro tipo, o que tem sérios problemas de autoestima, acredita que não merece nenhum tipo de cuidado, carinho e amor por se achar inferior aos outros. Ele procura por mulheres que estejam num momento difícil e as ajuda, pois assim ele será recompensado pelo seu ato de “bondade”, como se o seu comportamento fosse digno de reconhecimento. Uma maneira de se sentir “melhor”. “Ele usa essa máscara de amigo para cobrir sua real personalidade e intenção”, afirma Alexandre.

“SEU OBJETIVO É PURAMENTE SEXUAL” - Alexandre Bez, psicólogo

Entre as atitudes que o “cara bonzinho” tem, as mais características são o cuidado excessivo sobre a vida da “amiga”, sempre se relacionando com mulheres que passaram por algum momento difícil, faz essa amiga se afastar dos outros amigos e colegas, quer achar uma maneira de “ajudá-la” a superar este momento, dá conselhos negativos sobre o relacionamento dela, ou seja, “ele se torna uma grande bengala na vida da mulher”, desvenda Alexandre Bez.

O psicólogo ressalta que o homem com esta síndrome não é agressivo e nem tentará abusar a amiga. Ele tem baixa autoestima e vive se jogando para baixo. Caso a mulher não demonstre interesse em transar com ele – ou viver um relacionamento amoroso, ele se frustra e parte para outra, até que seu objetivo dê certo e consiga “conquistar” outra mulher, que esteja com o emocional abalado. Sempre para tentar se sentir valorizado de alguma forma.

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