Atenção aos sinais

Entre os jovens, 7,3% das mortes decorrem de suicídios em todo o mundo – ficando apenas atrás de acidentes no trânsito –, segundo a OMS. HIV/Aids e violência continuam a lista

Enquanto o mundo acompanha atônito o mórbido desafio da Baleia Azul – jogo que induz crianças e adolescentes à automutilação e ao suicídio por meio das redes sociais; a série “13 Reasons Why”, da Netflix, faz grande sucesso no Brasil e no exterior com tema similar. Tratam-se de realidade e ficção, respectivamente, trazendo à cena assuntos que precisam estar na pauta da opinião pública e, sobretudo, dos pais, os principais responsáveis pelo bem-estar desses jovens.

Para a psicanalista Anna Luisa Brant de Carvalho, que lida com questões como ansiedade, depressão e autoestima, a série “13 Reasons Why” nos aproxima desse cenário trágico e colabora para uma conscientização maior sobre a seriedade do problema. “A adolescência é um período de transição entre a infância e a vida adulta e, como todo período de transição, traz muitas incertezas, dúvidas, inseguranças”, explica ela, ressaltando que esses traumas nem sempre são visíveis.

Dados divulgados pela BBC mostram que em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 - aumento de quase 10%. Os números são do Mapa da Violência 2017, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

No caso da série exibida na Netflix, que é baseada no livro “Os 13 Porquês”, de Jay Asher, demoraram duas semanas para todos saberem o que de fato se passava com a adolescente Hannah Baker (personagem interpretada pela atriz Katherine Langford). Ela tirou a própria vida, mas fez questão de explicar em 13 fitas cassetes os motivos de ter entregado os pontos. “Os transtornos psíquicos [como a depressão] nem sempre são óbvios, seja para a própria pessoa ou para aquelas que convivem com a mesma”, enfatiza Anna Luisa.

É muito difícil para um pai admitir que a depressão chegou em sua casa. Por isso, a primeira reação ao se deparar com comportamentos suspeitos é tratar tudo como algo sem importância, inerente a qualquer adolescente. “É normal que haja uma certa tristeza na adolescência, uma sensação de desânimo, pois muitas são as mudanças e os novos desafios. No entanto, chega um momento em que o desânimo assume as características debilitantes da depressão”, esclarece a psicanalista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde é comum encontrar tendências a desordens mentais entre pessoas na faixa dos 10 aos 19 anos. De acordo com a mesma fonte, 80% dos casos de depressão entre adultos começam a se manifestar na adolescência. Perda de interesse, diminuição de energia (cansaço), inquietação e irritabilidade, falta de apetite (alteração no peso) e pensamentos de morte são alguns dos pontos levantados pela psicanalista que merecem atenção.

Indo mais além, a psicanalista destaca características que podem indicar que o adolescente deprimido, não raro, se sente oprimido por culpa, desamparo e rejeição. Para ela, é válido identificar pontos como tristeza intensa; perda de interesse pela escola, por atividades de lazer e pelo ambiente em geral; facilidade para irritar-se ou agitar-se; sentimento de inferioridade, inutilidade, desamparo ou culpa; retraimento social; pessimismo; dificuldade de concentração e incapacidade de apreciar situações boas.

Na zona de conforto

Como todos os assuntos que envolvem saúde física e mental, entretanto, a melhor forma de ajudar é recorrer a um profissional especializado. Neste caso, psicólogo, psicanalista e/ou psiquiatra. Mas como incentivar esse adolescente a se abrir e buscar por ajuda? Uma opção moderna e funcional são as plataformas online que possibilitam com que interessados realizem sessões por vídeo-consulta com especialista em saúde mental.

O modelo chama atenção justamente por possibilitar que esses jovens possam fazer terapia sem que saiam de sua zona de conforto – o universo virtual. Assim, a Internet passa de disseminadora de muitos problemas, como o bullying, à porta de entrada para o tratamento de adolescentes. Afinal, eles precisam se sentir confortáveis para compartilhar seus traumas e angústias. Uma dessas plataformas é a Zenklub, em que a psicanalista Anna Luiza atua junto a uma gama de outros especialistas. 

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