Puxa o fole, sanfoneiro!

O acordeon é um instrumento que trabalha a concentração

Quem nunca escutou o mestre Gonzagão tocando a primeira nota de Asa Branca e rapidamente descobriu de que música se tratava? Acordeon, sanfona ou gaita... em cada canto do Brasil é chamado de um jeito diferente, mas basta o sanfoneiro “puxar o fole” para perceber que o seu som é sempre o mesmo e inconfundível.  Aqui no Nordeste, o acordeon fez história e continua sendo um dos protagonistas que animam as festas nos famosos arrasta pés, além de ser parte essencial no ritmo do forró.

E, não por acaso, nomes consagrados do acordeon como Luís Gonzaga, Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Sivuca, Dorgival Dantas, Flávio José vieram do Nordeste e são sanfoneiros brasileiros que representam e ajudam a manter viva a paixão pelo instrumento.  Eles são responsáveis pelas composições de choros, frevos, forrós, baião, blues, jazz e tantos outros ritmos que o acordeon é capaz de executar.

É como se fossem três instrumentos em um só, composto pelo fole, teclado e os baixos. “A sanfona é um dos instrumentos mais difíceis de serem tocados por conta da grande exigência de concentração e coordenação, porque ele é um instrumento de tato. Você usa a mão direita no teclado, a mão esquerda nos baixos, sem contar no movimento do fole que você precisa abrir e fechar”, explica o professor Cainã Araújo, do Cathalá Instituto de Música, que toca o instrumento desde os seus nove anos de idade.

O acordeon não é um dos instrumentos mais leves, ele chega a pesar de 12 a 16 quilos, e por isso é necessário certo domínio para manuseá-lo já que fica preso nos ombros por meio de duas alças. Mas, tocá-lo não é tão complicado assim se houver dedicação no aprendizado, como destaca Cainã. “A pessoa tem de ter aquele nível de dedicação básica de pegar todo dia o instrumento e tocar um pouquinho. Eu creio que na média de uns seis meses o aluno vai ter uma noção legal, tanto a criança, quanto o adulto”.

Mas, para isso, também é preciso de total concentração, principalmente por ser um instrumento difícil. Tocar o acordeon desenvolve a percepção musical de ritmos e melodias, foco, coordenação motora e principalmente a memória. “Desde quando eu comecei a tocar, eu tenho uma facilidade incrível de guardar nomes, conversas, lembranças e tudo isso é por causa do instrumento, porque nós forçamos a nossa mente a trabalhar e a decorar as músicas que a gente toca na sanfona”, conta o professor.

Nós sabemos que aprender música é sempre uma atividade prazerosa! Mais ainda quando temos a oportunidade de aprender a tocar um instrumento que admiramos, não é verdade? Então aproveite a oportunidade de tocar um instrumento, você pode começar pela sanfona!

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