Preguiça ou narcolepsia?

Desordem neurológica causa sonolência excessiva durante o dia

Você já costuma ter muito sono durante o dia, aquela vontade incontrolável de dormir em qualquer canto, ou adormece de repente mesmo fazendo alguma atividade? Saiba que estes são alguns dos sintomas de uma doença chamada Narcolepsia – desordem neurológica com anormalidades do sono REM, também conhecido como sono profundo.

Além destes sintomas, uma pessoa narcoléptica pode ter episódios de paralisia do sono – em que o cérebro acorda, mas o corpo fica estático por alguns minutos – e também a cataplexia, que é pela perda de força muscular desencadeada quando o indivíduo leva um susto, passa por uma emoção muito forte ou após rir. “O paciente pode ficar sonolento e cochilar em qualquer situação monótona e, em casos mais graves, cochila em momentos inapropriados – enquanto está comendo ou conversando – com ataques de sono”, explica a neurologista e especialista em distúrbios do sono, Andrea Bacelar, que também é consultora do programa Bem-Estar da Rede Globo.

As causas da narcolepsia podem estar ligadas a fatores genéticos e também à falta ou baixa produção de uma proteína no hipotálamo chamada hipocretina, que nos deixa em alerta durante o dia. A neurologista explica que o paciente narcoléptico não aumenta a quantidade necessária de sono durante a noite, ele dorme o tempo necessário, mas o seu o sono não é reparador. “Os primeiros sintomas começam a acontecer 2 a 3 horas após acordar mas há paciente mais graves que o despertar já é muito difícil”, ressalta Andrea.

Apesar de ser uma doença rara, a narcolepsia atinge cerca de 150 mil brasileiros atualmente. Mas esse número pode ser muito maior pois muita gente que sofre dos sintomas ainda não tem o diagnóstico, que geralmente é clínico, acompanhado do exame de polissonografia que registra o sono durante a noite inteira aliado a um teste das múltiplas latências do sono durante o dia.

Não existe cura para o problema e muitas vezes a solução paliativa é tirar alguns cochilos de curta duração programados durante o dia. “Há medicações que tratam a sonolência, outros sinais e sintomas. Ajustar os horários e compromissos durante o dia, ter regularidade de horários de sono e tratar outras doenças que possam estar presentes, melhora muito a rotina do dia a dia”, esclarece a neurologista.

A narcolepsia é um transtorno em que os primeiros sinais começam a se manifestar ainda na adolescência ou adulto jovem, e os sintomas acabam sendo negligenciados pelo fato de ser uma fase da vida em que os jovens são privados de sono e naturalmente sonolentos. “Muitos são taxados de preguiçosos durante muito tempo da vida ou, às vezes, de epilépticos, se tem quedas por perda da força muscular”, completa Andrea.

Vale lembrar que somente um especialista em medicina do sono poderá identificar o problema e ajudar a melhorar a qualidade de vida do portador da doença.

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