Chegas de mentiras!

Mentir compulsivamente é um transtorno psicológico e tem tratamento

Todo mundo já contou alguma mentirinha na vida, mesmo que inofensiva, só para se livrar de algum compromisso ou fugir de uma briga por exemplo, não é verdade? Mas e quando isso se torna um hábito compulsivo sem qualquer tipo de limite?

A psicóloga Luciana Mayumi Taguti, que atende por video-consulta no Zenklub, explica que esse tipo de comportamento é considerado um transtorno psicológico, também chamado de mitomania, pseudologia fantástica, compulsão em mentir ou mentir patológico. “O mentiroso compulsivo age dessa forma, já que para ele, mentir se tornou um hábito, um estilo de vida. É um recurso que começa a se tornar indispensável para que ele consiga viver em sua realidade, se sentir aceito ou se livrar de problemas, por exemplo. A mentira se torna um atalho positivo para ele”, explica Luciana.

Muitas vezes a pessoa conta tantas mentiras para chamar atenção, aumentar a sua autoestima ou negar a realidade, por exemplo. O sentimento que a mentira desperta em indivíduos com esta característica está ligado diretamente ao objetivo com que foi contada e nem sempre isso traz alguma vantagem para o mentiroso compulsivo, porque muitas vezes acaba se tornando patológico, sem nenhum ganho pessoal.

A psicóloga ainda explica que não existem causas específicas para essa doença “mas um conjunto de fatores psicossociais, baixa autoestima, tentativa de se proteger de algumas situações, desejo de aceitação. Tudo isso podem ser considerados gatilhos para o começo da manifestação da patologia”, esclarece.

Se você desconfia de que algo está errado nas histórias contadas por alguém que tem hábito de mentir, preste atenção nos detalhes. Os relatos de mentirosos compulsivos podem ter algumas incoerências e exageros, apropriação de histórias de outras pessoas ou invenção de casos mirabolantes e, geralmente, costumam se esquivar de perguntas. “Além disso, o padrão do ser humano quando mente costuma ser evitar muito contato visual, enquanto o mentiroso compulsivo para convencê-lo de que suas histórias são verdadeiras, muitas vezes fazem o oposto. Os mentirosos compulsivos costumam acreditar em sua própria mentira e dentro de sua narrativa tendem a inserir alguns elementos verdadeiros, possibilitando que possam mentir com mais naturalidade”, destaca a psicóloga.

Somente os amigos e familiares mais próximos vão conseguir reconhecer o mentiroso compulsivo e serão capazes de mostrar para essa pessoa como esse tipo de comportamento pode ser prejudicial tanto para ele, quanto para as pessoas ao seu redor. O ideal é não se envolver nas mentiras, apenas conversar, ouvir, confrontar e tentar convencê-la que precisa procurar ajuda, como explica Luciana. “Esse transtorno é passível de tratamento com associação do tratamento psiquiátrico e o acompanhamento psicoterapêutico. Em geral, a maior dificuldade nesses casos é a pessoa admitir que tem um problema e procurar ajuda profissional”.

Se nada disso funcionar, talvez seja necessário se afastar para que você não se coloque dentro das mentiras e nem sofra com as consequências dela. Mas a psicóloga orienta que se a convivência for necessária, seja flexível e escute atentamente todas as histórias, buscando por detalhes que indiquem a inverdade dos fatos, principalmente se for algo que pode te comprometer de alguma forma.

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