Por que as crianças estão estressadas e ansiosas?

O excesso de atividades e cobranças pode sobrecarregá-las

É bem comum vermos adultos estressados por conta de problemas familiares ou no trabalho e na vida pessoal. Mas esse não é um problema exclusivo deles, as crianças também passam por isso e é preocupante observar que o estresse e a ansiedade também estão tomando conta da vida dos pequenos. Coisa que não deveria acontecer!

“O mundo está muito acelerado, os pais sem paciência e as crianças tendo que se adaptar a um tempo que não corresponde ao delas”, afirma a psicóloga e psicanalista Juliana Germinari. É comum que as crianças passem a reagir negativamente ao ambiente em que vivem e os adultos, tensos com suas próprias situações, não percebem o quanto isso acaba sendo absorvido pelas crianças de forma sinérgica.

A agenda cheia de compromissos, cobranças dos pais, conflitos na escola, provas, aulas de inglês, natação, dança, futebol, música. Tantas atividades podem sobrecarregar e gerar uma rotina estressante para uma pessoa que mal começou a dar os seus primeiros passos na vida. “Crianças que têm mil atividades para fazer também podem sentir-se estressadas, isso porque podem se sentir cansadas e acabam representando isso com acessos de raiva. É importante para as crianças ficarem sem fazer nada em alguns períodos do dia para poderem descansar e aprender a lidar com o tédio. Além de poderem criar suas próprias atividades”, explica a psicóloga.

Mas cada criança tende a reagir de uma forma diferente. Algumas delas encontram refúgio nos aparelhos eletrônicos, o que gera uma dependência que pode leva-las a viver de uma maneira mais isolada, como se não precisassem se aproximar e interagir com outras pessoas para poder brincar e se divertir.

Juliana ainda aponta os detalhes sutis que diferenciam quando a criança está estressada ou está sofrendo de ansiedade.  “A criança estressada poderá ficar mais nervosa, brava, enquanto a criança ansiosa não consegue completar as atividades, pois não tem condições de esperar para que a atividade se conclua. Ela fica tão ansiosa que não consegue aproveitar as coisas que estão acontecendo”.

Paula Freitas observou que a sua filha Sophia, de 11 anos, é uma criança bastante ansiosa e acabou descobrindo que esse comportamento era em função do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), o que acabou gerando algumas dificuldades na vida da menina. “Notamos o quanto que com alguma notícia ou alguma coisa que a interessasse a deixava inquieta por dias, ela dormia mal, tinha dias se alimentava direito outros não, falava de tal feito quase que o dia todo e não focava nos afazeres do dia a dia. Só sessava quando a coisa que ela esperava era realizada ou quando o foco mudava para uma coisa mais leve, sem muita importância para ela”, conta Paula.

Os pequenos são incapazes de perceber que algo não vai bem psicologicamente e emocionalmente, por esse motivo os pais devem sempre observarem qualquer tipo de mudança no comportamento dos filhos. Eles podem ficar bravos ou se isolarem, reclamarem de dor de cabeça, dor de barriga, vão chorar e reclamar de forma excessiva. “Se seu filho é comunicativo, gosta de brincar e está sempre fazendo alguma atividade e de repente começa a não querer fazer nada, pode ser que ele esteja precisando de alguma ajuda para algum sentimento que ele não está sabendo lidar”, alerta a psicanalista.

“Não é fácil lidar com uma criança de apenas 11 anos com esse tipo de diagnóstico, e, por vezes, também não sabemos se o que está acontecendo é devido a ansiedade ou se é por conta do TDAH. Tentamos controlar a situação em casa com muita conversa e levando-a outro foco, porém algumas vezes sem sucesso”, ressalta Paula.

Se você já percebeu que há algo de errado, é hora de se sentar e conversar com a criança e explicar o que está acontecendo para que ela se sinta segura no seu momento de dificuldade. Quando as coisas começarem a mudar na vida deles, é comum que sintam medo e não consigam organizar tudo isso de forma saudável. “Na maioria dos casos, conversar com a criança já ajuda. Mas, em alguns casos mais graves, a criança vai precisa de uma ajuda profissional”, orienta Juliana.

 

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