E quando eu sou o meu maior obstáculo?

A autossabotagem pode atrasar a nossa vida de várias maneiras

Você se coloca pra baixo e se diminui o tempo todo? Tem a mania de deixar tudo para depois? Acha que não se sente capaz de enfrentar um novo desafio e desiste antes mesmo de tentar por medo de falhar? Tem o péssimo hábito de se comparar com outra pessoa? Já fez algo que te prejudicou mesmo sabendo qual seria o resultado daquilo? Bom, se já agiu assim em algum momento da sua vida saiba que você está se autossabotando e isso pode estar travando a sua vida de diversas formas.

A psicóloga Thaís Silva, master coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), explica que a autossabotagem “são comportamentos incoerentes com os objetivos que eu quero realizar, que atrapalham ou fazem com que eu perca resultados já alcançados. Não apenas no lado profissional – sabotagem existe, é alimentada e se manifesta em todo tipo de relação: profissional, pessoal, amorosa”.

Esses padrões de comportamento autodestrutivos se repetem constantemente e, na maioria das vezes, a pessoa não consegue mudar. Por exemplo: você tem um objetivo de querer passar em um concurso público e sabe que para que isso aconteça será necessário ter disciplina para seguir um plano de estudos. O problema surge quando você se esbarra na necessidade de ser livre para fazer as coisas no seu tempo e do seu jeito, na vontade de fazer coisas que te dão prazer. Resumo da história: você se sente infeliz, perde a motivação, chuta o balde e no final de tudo se sente frustrado por ter desistido.

A psicóloga afirma ainda que a autossabotagem está associada aos sentimentos e pensamentos que só a pessoa tem acesso: autocrítica, insegurança, medo, falhas e a procrastinação. E tudo isso prejudica a nossa saúde mental! “Forma-se um ciclo vicioso em que eu não tenho pensamentos e sentimentos positivos e isso de certa forma faz com que eu não me comprometa ou me dedique como poderia e não consiga os resultados. Então eu continuo me sentindo mal a respeito e reforçando o pensamento e o sentimento iniciais, de que não consigo, não sou capaz, não mereço”, esclarece Thaís.

Na maioria das vezes é difícil a pessoa perceber que se autossabota. Ela pode desconfiar ou outras pessoas notarem e alertar que estão começando a perceber um padrão que se repete na sua vida profissional ou amorosa, por exemplo. O que acontece frequentemente nesse caso é despejar no outro a culpa – no chefe carrasco ou o “dedo podre” para atrair o mesmo tipo de parceiro nos relacionamentos.

“É mais fácil identificar nos outros e não em nós mesmos. O que você reconhece que te incomoda no outro e que te incomoda? Será que é um ponto cego seu ou algo que você também tem ou faz? E essas ações vêm acompanhadas do pensamento de que ‘eu não sou bom o bastante’. A mania de se comparar constantemente com todas as outras pessoas e de medir os próprios talentos pela régua alheia, é uma das atitudes que mais podem sabotar os objetivos de alguém”, afirma a especialista.

A autossabotagem é algo que se repete por seguirmos crenças limitantes que construímos ao longo da vida que muitas vezes nos limitam e atrapalham nosso modo de aproveitar as oportunidades que temos nas áreas da vida.

Infelizmente perceber a autossabotagem não te livra de repetir o mesmo comportamento. Se você percebeu que não consegue resolver esse problema sozinho, por conta de problemas familiares ou sociais, vale procurar a ajuda de um terapeuta para acelerar o processo de mudança, até porque isso também pode colaborar para o autoconhecimento e evolução como ser humano.

A psicóloga Thaís destacou que existem alguns passos que podem ser feitos, individual e conscientemente, ou com ajuda profissional habilitado:

- Identificar os padrões na vida pessoal e familiar, lado materno e paterno.

- Analisar seus sentimentos e pensamentos recorrentes que você acredita e que te atrapalham, e em qual área da sua vida acontecem.

- Vencer a resistência para reconhecer que a culpa é sua e não dos outros. Assumir sua culpa e reconhecer sua participação no processo é o primeiro passo para começar a mudança.

- É preciso fortalecer seus talentos, vivências e experiências, que são únicas. Trabalhe o consciente para mudá-las, ver outros exemplos positivos e diferentes, para poder agir de outra forma e poder construir novas crenças fortalecedoras.

- Aceitar que procurar ajuda profissional não é um sinal de incompetência ou fraqueza, e que todos nós temos dificuldades e precisamos de apoio em algum momento.

- Buscar a abordagem mais adequada para você. Pode ser um trabalho individual, com psicoterapia no formato tradicional ou sistêmica, com intervenções breves em grupo, técnicas de coaching ou constelação familiar, por exemplo.

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