O outro lado do Bullying...

O que fazer quando o seu filho é o vilão da história

Você já teve a oportunidade de assistir ao filme “Extraodinário”? Aparentemente pode ser mais uma história clichê de filme mas com uma lição muito importante sobre o bullying – atos de intimidação e violência física ou psicológica de forma repetida e intencional, geralmente em ambiente escolar – mas visto por dois ângulos: por quem sofre e quem pratica.

A história de “Extraordinário” é a de um menino, August Pullman, de 10 anos que sonha em ser astronauta e está prestes a ir pela primeira vez a escola. Ele nasceu com uma síndrome rara que causou diversos problemas de saúde, inclusive uma deformação em seu rosto, motivo pelo qual a família decidiu dar aulas para ele em casa e não mandá-lo para a escola até a 4ª série.

Finalmente quando tem o seu primeiro dia de aula, ele se depara com a rejeição e o preconceito das pessoas, além de se questionar porque Julian, o seu colega de sala, pratica bullying contra ele apenas por sua aparência. O que vale prestar atenção nesse enredo é o que leva uma criança de 10 anos a cometer o a agressão e isso pode ser percebido quando conhecemos os pais de Julian, o que nos leva a entender o porquê do comportamento do garoto.

Mas esse não é o único motivo. As causas do bullying, de modo geral, são várias e a criação dos filhos pode ser apenas um dos fatores que influenciam esse tipo de comportamento, portanto não se deve culpar exclusivamente os pais. “Isso vem desde problemas em casa, em alguma área específica da sua vida ou uma forma de defensiva por sofrer o bullying. Todas estas situações podem fazer com que as crianças se sintam bravas ou vulneráveis”, explica Isabela Cotian, psicóloga e coach de mães.

Pode acontecer a partir dos 3 ou 4 anos de idade, quando a criança ingressa na vida escolar. Este é o momento em que ela começa a se socializar, cria afinidades ou discriminações com os demais. “Antes desta idade é comum que as crianças utilizem comportamentos agressivos por estarem em desenvolvimento e não dominarem outras formas de expressão”, afirma a psicóloga.

Há quem diga que “isso é só coisa de criança”. Quando não é dada a devida a atenção a essas agressões físicas e verbais, o bullying deixará marcas e poderá refletir por toda vida, inclusive na fase adulta. “A pessoa pode apresentar problemas de saúde, dificuldades sociais, ansiedade, depressão, mau desempenho escolar e baixa autoestima. E isso tanto nos que praticam como naqueles que sofrem”, esclarece Isabela.

A chave para detectar e acabar com os episódios de bullying está em observar a vida e a rotina da criança dentro do ambiente escolar e em casa. A psicóloga aponta vários sinais que podem ajudar os pais a identificarem se o seu filho está passando por essa situação, mas vale lembrar que, isolados, eles não caracterizam o ato em si.

SINAIS DO BULLYING

- Isolamento;

- Machucados e arranhões sem explicações;

- Roupas e materiais estragados;

- Medo de ir à escola;

- Notas baixas;

- Mudança frequentemente no trajeto de ir para a escola;

- Falta de apetite ou apetite exagerado;

- Perda de objetos com frequência;

- Pouca convivência com os amigos da escola;

- Tristeza;

- Estresse e choro sem motivos aparentes;

- Mudança drástica de humor;

- Irritação;

- Dores de cabeça ou dor barriga;

- Insônia;

- Pesadelos;

- Pensamentos suicidas.

 

Se você descobriu que o seu filho(a) está praticando o bullying, é hora de agir! Nesse caso, trabalhar em parceria com a escola é fundamental para que ambos tenham diretrizes para acompanhar o autor e a vítima, a fim de solucionar o problema. “Primeiramente, os pais devem conversar e entender o que está acontecendo. E se existe uma relação próxima entre pais e filhos, facilita muito esse processo”, ressalta a coach de mães.

É importante deixar claro para a criança que você leva o assunto muito a sério e não será tolerado esse tipo de atitude. Por isso, esteja aberto ao diálogo ou proporcione dinâmicas que facilitem a abordagem do assunto. “Utilizar meios como livros e filmes sobre o tema ajuda a usar a história como forma de abrir para reflexão; dramatize situações para analisar com quem a criança se identifica, além de propor jogos cooperativos, a fim de observar como a criança reage diante disso”, finaliza Isabela.

O assunto deve ser encarado com seriedade para que situações de agressões não tenham espaço na vida dos pequenos.

 

www.isabelacotian.com        

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