O sexo forte

“Em nome das marias, quitérias, da penha silva”

Por Amanda Silveira

Elas são guerreiras, revolucionárias, empoderadas, e estão longe de ser o “sexo frágil” que tanto dizem por aí! O mês de março é dedicado a elas e, especificamente, o dia 8 é lembrado como o Dia Internacional da Mulher, em memória da história de luta e mobilização das operárias no final do século 19, que se organizaram para reivindicar melhores condições de trabalho e o direito ao voto. Hoje, ele é considerado um dia festivo, e até capitalista, para celebrar a feminilidade e presentear as mulheres com rosas vermelhas.

No entanto, o que elas mais querem não chega nem perto disso! É certo que ao longo de todos esses anos as mulheres conquistaram cada vez mais o seu espaço no mercado de trabalho, o direito ao voto, independência financeira, sua liberdade sexual, mas tudo isso ainda é pouco. Elas ainda são reprimidas pelo machismo, pela violência sexual, doméstica, psicológica, por relacionamentos abusivos, e continuam lutando pela equidade de direitos entre mulheres e homens.

Hoje muito se fala do empoderamento feminino. Mas você sabe o que significa? “Podemos definir como o movimento em que a mulher toma poder para si, buscando se fortalecer e promover ações pela igualdade de gênero. Também podemos considerar o empoderamento como uma maneira da mulher tomar as rédeas da sua vida, tomando as decisões sobre ela e fazendo suas próprias escolhas”, explica a psicóloga Mariana Silva, que atende na Chácara Santo Antônio, em São Paulo.

Mas isso só acontece hoje porque durante muito tempo, até na sua criação, a mulher acabou por muitas vezes deixando que outras pessoas fizessem as escolhas, que julgavam mais adequadas, por ela. “Com essa falta de autonomia sobre as nossas vidas, crescemos e mesmo na vida adulta deixamos que o outro tome as decisões sobre o nosso dinheiro, carreira, vestimentas, entre outros. E assim, nos apagamos enquanto protagonistas da nossa história. Por isso o movimento do empoderamento feminino se torna tão importante para o protagonismo das mulheres, pois ele devolve à mulher o poder sobre as suas decisões, deixando-as livres para que façam suas escolhas”, afirma Mariana.

A psicóloga ainda esclarece que quando falamos disso não estamos nos referindo apenas às mulheres executivas ou em cargos de liderança. “Aqui entra aquela famosa frase ‘lugar de mulher é onde ela quiser’, ou seja, se é uma escolha da mulher ser dona de casa, médica, engenheira, caminhoneira, eletricista ou psicóloga, isso a torna uma mulher protagonista, pois sua decisão foi baseada em suas escolhas e no que ELA considera que é o melhor para sua realização pessoal”, pontua.

O propósito pode ser nobre, mas ainda falta muito para que de fato aconteça a equidade de gêneros, até porque não são todas as mulheres que conseguem assumir essa posição e, de acordo com Mariana, isso também pode estar ligado a baixa autoestima. “Somos criadas com o outro tomando nossas decisões e muitas vezes não acreditamos que somos capazes, não conseguimos assumir uma postura empoderada. Assim, buscar uma psicóloga ou psicólogo pode auxiliá-la a trabalhar sua autoestima e se fortalecer para que assim se torne protagonista da sua própria história”, finaliza a psicóloga.

 

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