“Sexo é aquilo e coisa e tal...”

Atividade sexual faz muito bem para a saúde!

Em letra e melodia, Rita Lee já sentenciou: sexo é esporte, é escolha, é cinema e é poesia. Sexo é invasão, é animal, é carnaval! É tudo isso e mais um pouco...

A verdade é que o sexo faz bem à saúde e, de acordo com Organização Mundial da Saúde, a sexualidade é um dos pilares para garantir a qualidade de vida de uma pessoa. “Está comprovado que durante as relações sexuais liberamos alguns hormônios como a ocitocina, o hormônio do amor. Imediatamente após o orgasmo, o corpo estará praticamente inundado por ocitocina, que também ajuda a aliviar dores como a cefaléia”, conta a Marina Zanetti, sexóloga da Clínica Spatium.

Praticar sexo com certa regularidade também tem potente ação antiestresse. A especialista explica que outra função da ocitocina é atuar no reconhecimento sócio-afetivo da felicidade entre as pessoas, sendo uma ferramenta terapêutica em potencial para alguns transtornos psiquiátricos, como autismo e esquizofrenia. “Na relação sexual, o corpo também produz dopamina – substância que combate os hormônios do estresse – e endorfina, ambos responsáveis pela sensação de felicidade, euforia e bem-estar”, completa Marina.

Apesar ser algo natural, o sexo ainda está envolvo em tabus por fatores históricos e culturais da sociedade. E são as mulheres que têm o comportamento mais afetado – muitas lidam com bastante pudor quando esse é o assunto.  “Tudo o que revela a sexualidade, exclusivamente para o prazer e que esteja fora dos padrões reprodutivos, ainda é tabu. Especialmente para mulheres, temas como a masturbação, sexo casual, sexo anal ou a homossexualidade feminina, são pouco discutidos. Como também no que diz respeito a heterossexualidade masculina “ameaçada”, no prazer anal, por exemplo”, destaca a sexóloga.

Mas falar de sexo é o primeiro passo para aproveitar dos benefícios terapêuticos da prática. Para as mulheres, o sexo proporciona autoconhecimento e maior domínio sobre o seu próprio corpo. Já os homens se sentem mais ativos fisicamente e mais ligados afetivamente à sua parceira sexual.

Certo: sexo faz bem, mas talvez você deva estar se perguntando: quantas transas são necessárias por dia, ou por semana, para garantir tanta vitalidade assim? Bom, não existe resposta para essa pergunta. No sexo, muitas vezes, qualidade é melhor que quantidade. “O excesso será maléfico apenas se prejudicar a realização de outras atividades (como o trabalho) ou as relações sociais e afetivas de um indivíduo”, afirma a especialista.

Convenhamos... o que faz mal mesmo no sexo são os tabus! E, para ajudar a você, a sexóloga respondeu algumas questões extras sobre o tema.

 

 

+Saúde: É verdade que o sexo pode aliviar a dor de cabeça?

Marina Zanetti: Sim, a cefaléia pode ser aliviada especialmente pela liberação de ocitocina. Mas, em alguns casos isolados, pode ocorrer cefaléia pós coital. Se isso ocorrer com você, procure um médico.

+Saúde: Praticar sexo anal faz mal?

MZ: De modo algum! Mas alguns cuidados são importantes, como o uso de camisinha para evitar a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), higienização, não realizar penetração da vagina após o sexo anal, especialmente pelo risco de infecção urinária. Além disso, para quem tem hemorróidas, o cuidado deve ser redobrado para não ocorrer agravamento do quadro. Nunca usar anestésicos no ânus antes do sexo anal, pois a dor é um instrumento importante de alerta para possíveis lesões. 

+Saúde: E o sexo oral?

MZ: O risco do sexo oral é o de transmissão de DST’s, principalmente de HPV, sendo necessário um método de barreira para realizar a prática. Além disso, é preciso ter cuidado com lesões no órgão sexual, com mordidas ou aparelhos dentários. 

+Saúde: A falta de vontade de fazer sexo pode indicar que algo está errado com a saúde?

MZ: Com certeza, sempre que houver a baixa da libido, deve-se suspeitar de alguma causa clínica, devendo ser pesquisada e tratada. Qualquer problema de saúde pode afetar a libido, especialmente distúrbios hormonais, mas também hipertensão, diabetes, obesidade, doenças que são extremamente prevalentes na sociedade. Por outro lado, também deve-se investigar fatores ambientais e relacionais, como a perda de um emprego recente ou conflitos conjugais. Sendo assim, é preciso reservar um tempo para as relações acontecerem, um momento de intimidade, um momento para si mesmo.

+Saúde: O que devo fazer para ter uma vida sexual saudável?

MZ: Respeite seus desejos sexuais, vivencie (mesmo que apenas mentalmente) as fantasias sexuais, que são extremamente individuais e únicas. Conheça o próprio corpo, entendendo o que te dá prazer. Não se apegue a rótulos ou preconceitos no que tange ao desejo sexual. Tenha uma intimidade com seu parceiro(a), expondo dificuldades e desejos que se queira realizar em conjunto.

Cuide da sua saúde, incluindo atividade física regular e alimentação saudável. Vá ao médico sempre que necessário e fale com ele sobre sua sexualidade. Ou seja, você deve ser saudável física e emocionalmente!

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