Atletas de fim de semana

Exames preventivos podem fazer a diferença na qualidade do esporte

Nas rodas de amigos e nos gramados, é possível encontrar pessoas que praticam atividade física de alta intensidade, poucas vezes na semana ou apenas três ou quatro vezes no mês. Os famosos “atletas de final de semana” não sabem os riscos a que estão expostos, principalmente cardíacos, ao não manterem uma prática contínua de exercícios.

Para falar sobre o assunto, a +Saúde conversou com o médico cardiologista Dr. Antonio Nunes. O profissional, que trabalha com pacientes cardíacos há 35 anos, explica que no verão é “mais fácil” para os médicos incentivarem os pacientes a praticarem atividades físicas.

“Seja pelo horário de verão que proporciona algumas horinhas a mais de sol ou pela proximidade das férias. Todos querem estar “mais finos” ou “mais sarados” para se apresentar nos clubes, praias ou terminar o ano com o peso com o que o iniciou”, relata Dr. Nunes.

            Porém, independentemente da atividade a ser realizada, uma avaliação médica é fundamental, principalmente para os que têm: hipertensão arterial, níveis de gorduras elevados no sangue, diabetes, obesidade e histórico familiar cardíaco.

“A avaliação permitirá que a indicação do exercício seja personalizada. Felizmente esta conduta tem sido praticada por quase todas as academias da região, mas ainda não é a preocupação dos atletas de finais de semana, que indicam a si mesmos longas caminhadas às 11h ou o futebol sob o sol das 15h, após um copioso almoço regado a bebidas alcoólicas”, explica o cardiologista.

Além da orientação médica, ingerir cerca de dois litros de água e ter uma dieta saudável - se possível sob a orientação de uma nutricionista - são importantes.

 

Riscos

 

Segundo o Dr. Antonio Nunes, a intenção não é desestimular as pessoas a realizarem atividades físicas aos finais de semana, mas sim alertar sobre os riscos ao “sair correndo” sem orientações ou sem o corpo estar “preparado”.

“Nem sempre o aparelho respiratório está preparado para oxigenar o cérebro, coração e todo o corpo num momento de esforço exagerado, como acontece, por exemplo, num pique numa partida de futebol”, pontua o cardiologista.

O médico explica que nos atletas mais jovens as artérias coronárias não possuem as colaterais – caminhos alternativos para o sangue no músculo do coração – quando entopem as coronárias principais. “Daí as mortes súbitas em atletas em torno de 40 anos. Essa proteção se desenvolve com exercícios contínuos e bem orientados”, relata.

Além dos problemas cerebrais e cardíacos, “atletas de final de semana” são mais propensos a fraturas e a lesões musculares devido à falta de condicionamento físico.

“Talvez o hábito de executar alongamentos antes dos exercícios seja uma prevenção para minimizar estiramentos musculares ou outras pequenas lesões, mas a busca pelo condicionamento físico, ou seja, a sinergia entre a respiração, a circulação, a musculatura e a percepção emocional de todo esse investimento é a chave da saúde”, finaliza Dr. Antonio Nunes.

 

 

ASSINE NOSSO BOLETIM

Cadastre-se e fique por dentro das novidades da revista

14 99602-6689

celma@grpmais.com.br

Rua Benjamin Constant, 499 
Vila Moraes - Ourinhos
CEP: 19.900-041

A REVISTA +SAÚDE FAZ PARTE DO GRUPO GRPMAIS
Revista +Saúde © Todos os direitos reservados

+SAÚDE na web:

Selecione a cidade mais próxima da sua região