COLUNA

VOCÊ VIVE COM DOR POR QUÊ?

Quando todo mundo tem a mesma dor parece que é normal, mas não é. Muita gente acaba convivendo com ela porque acha que a partir de uma certa idade é natural, mas não é. E esse incômodo diário pode ser evitado antes que se torne fonte de problemas mais difíceis de tratar.

Depois dos quarenta, quem não sofre as consequências, por exemplo, da má postura? Oitenta por cento dos brasileiros irá sofrer pelo menos uma vez na vida  de alguma dor na coluna. “O brasileiro convive com a dor até não aguentar mais, principalmente os homens. Mas quando se trata da saúde da coluna e da cronificação da dor, procurar um auxilio médico o quanto antes melhor”, alerta Doutor Adriano Scaff, neurocirurgião.

“Quando o paciente procura ajuda mais cedo, muitas vezes, conseguimos bons resultados com uma fisioterapia adequada. Só é preciso indicar a atividade certa para cada paciente. Em muitos lugares, o paciente recebe a orientação para escolher entre RPG, pilates ou hidroginástica. Não é bem assim. Cada pessoa tem características que, para alcançar melhores resultados, deve ter uma adequação personalizada. O fisioterapeuta precisa detectar isso nos testes”, disse.

Outra vantagem de identificar a fonte logo no início é aplicar tratamentos minimamente invasivos. “As técnicas que vão direto ao nervo que irradia a dor, como a radiofrequência pulsada, costumam ter bons resultados quando bem indicadas. O aparelho emite uma onda de radiofrequência, através das agulhas que são colocadas próximo aos nervos inflamados pela hérnia, que fazem com que o nervo inflamado pare de mandar sinais de dor para o cérebro”. Na cirurgia endoscópica, por exemplo, a hérnia é retirada com um corte que de cerca de 0,5 cm, com anestesia local e sedação e a alta é no mesmo dia, geralmente com retorno precoce às suas atividades.

“Por ser um procedimento relativamente novo, muitos médicos vêm de todos os cantos do país para fazer um curso que ministro sobre estas técnicas, e essa opção vai ficar cada vez mais frequente”, explica Dr. Adriano, que coordena o curso em São Paulo.

“Precisamos mudar a mentalidade: viver com dor acaba com a qualidade de vida. A pessoa vai limitando seus movimentos para evitar sentir e o corpo reage atrofiando, pouco a pouco, a mobilidade. Por isso, o que indicamos é: está com dor, procure um médico. Faça a atividade física indicada. Pesquise junto com ele técnicas e tratamentos que possam te ajudar. Dor crônica e intensa são causas de depressão. Vamos viver melhor?”, finaliza.

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