Esporte e diversão sobre as águas

Wakeboard tem se popularizado no Brasil e é a cara do verão

Deslizar sobre as águas e voar pelo ar. Parece loucura, mas são essas sensações emocionantes, além de saltos radicais e muita adrenalina, que o wakeboard proporciona aos seus praticantes. Atividade refrescante e tudo a ver com o verão, o wakeboard é um esporte aquático/náutico em que o praticante é puxado por um barco enquanto desliza com uma prancha presa aos pés sobre a água. Por ser um esporte de alto impacto, recomenda-se que seja praticado em águas calmas, como de represas, lagos ou em alto mar.

De acordo com Thiago Corrêa Martins, proprietário e instrutor da Avaré Wake School, “inicialmente a pessoa aprende a sair da água, controlar a prancha para então começar a desfrutar da parte mais radical do esporte”, que une o melhor do snowboard e do surf em uma única atividade. O objetivo é utilizar a marola (wake) produzida pelo próprio barco para executar os saltos e as manobras mais ousadas. Também existe a possibilidade do wakeboard ser praticado no “Cable Park”, lugar onde ao invés do barco, o praticante é puxado por um sistema de cabos que percorrem o lago e onde rampas e obstáculos são posicionados para execução de manobras.

Além da adrenalina típica desse tipo de modalidade, ela ainda traz benefícios que impactam consideravelmente à saúde e à qualidade de vida de quem a pratica. “Das pernas aos braços, passando pelo centro do corpo, quase todos os músculos são solicitados durante a prática do wakeboard”, aponta Martins. “As principais capacidades físicas como força, resistência muscular, agilidade, potência, equilíbrio e coordenação motora são trabalhadas à medida que a pessoa segue praticando o esporte.”

Se mantida uma certa frequência na prática da atividade, haverá, sem dúvida, uma melhora no condicionamento físico geral da pessoa, o que deverá despertar o interesse em se manter hábitos mais saudáveis, pois percebe-se que quanto mais preparada estiver, melhor será o desempenho dela. “A partir daí vemos pessoas buscando praticar outras atividades físicas, outros esportes, o treinamento funcional e a musculação”, pontua o instrutor. “Sem contar a parte emocional, já que o wakeboard é uma ótima oportunidade para se divertir com os amigos, para se livrar do estresse do dia a dia e estar em contato com a natureza.”

Mesmo considerado um esporte radical e de aventura, trata-se de uma atividade segura e com baixo índice de lesões quando praticada de forma recreativa e tomada as devidas precauções, tais como a prática em local apropriado, o respeito ao tempo de evolução e progressão das manobras e, principalmente, o uso do colete salva-vidas e do capacete no caso dos obstáculos.

Claro que, como explica o instrutor, à medida em que caminha para o nível profissional, o risco de lesões musculares e articulares aumentam, assim como na maioria dos outros esportes. “No caso do wakeboard de alto rendimento, exige-se muito das articulações, já que há aumento do impacto gerado pela amplitude e rotações dos saltos. Nesse caso, uma preparação física fora da água é essencial.”      

Ficou interessado? Martins explica o que é necessário para a prática do esporte! Primeiro exige-se o mínimo de condicionamento físico, claro, paciência e boa vontade para aprender também são importantes. Daí vamos para a parte dos equipamentos. Prancha com as botas, colete, corda e, óbvio, um barco, gasolina e um piloto para puxar. Mas não se acanhe, sabemos que ter um barco não é como ter uma bicicleta. “Se você não tem nada disso, mas há um cable park ou uma escola de wakeboard próximo a você, corra lá é aproveite!”, fala entusiasmado o instrutor.

Ele explica que assim como sua escola em Avaré (SP), há outras tantas espalhadas pelo Brasil, que oferecem suporte, instrução e segurança aos alunos, sendo muito indicadas para iniciantes. “Independentemente do seu nível, aproveite a melhor parte desse esporte, que é a diversão!”, finaliza.

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