De olho nos alimentos

Seja de origem animal ou vegetal, industrializado ou natural, temos que ficar atentos aos alimentos que compramos

Após o escândalo tornado público por meio da operação “Carne Fraca”, nunca se debateu tanto sobre a necessidade de se conhecer a origem e procedência dos alimentos que consumimos. Por meio da investigação, a Polícia Federal revelou um esquema de fraude no controle de qualidade das proteínas animais vendidas em todo o País e também exportadas, interditando os principais frigoríficos do Brasil e autuando centenas de pessoas ligadas ao esquema.

Produtos químicos para "maquiar" carne vencida, água para aumentar o peso dos produtos, papelão em lotes de frango, carne de cabeça de porco em linguiças e, em alguns casos, sequer havia de fato proteína animal. Essas foram algumas das adulterações observadas pela Polícia Federal.

Mas, então, como se certificar da boa procedência de um alimento na hora das compras? Em meio a tantas informações nos rótulos e embalagens, existem alguns cuidados importantes que o consumidor deve tomar para garantir uma alimentação com produtos de boa qualidade, seja ele de origem animal ou vegetal, industrializado ou não, garantindo a manutenção da sua saúde.

  • Segundo Luís Arsênio, cofundador do Clube Greens – plataforma que oferece até de descontos em empresas que vendem produtos orgânicos e sustentáveis –, verificar a procedência é o ponto de partida para a aquisição de um excelente alimento. “Temos parceiros no Clube Greens que conhecem pessoalmente todos os seus produtores e fornecedores. É essa rede de relacionamentos saudáveis que permite que o consumidor na outra ponta tenha mais certeza da origem do produto, o que somado ao Selo Orgânico Brasil garante sua procedência.”
  • Evite congelados. Se não puder evitar, leia com atenção a embalagem. Comprar produtos frescos ou resfriados é sempre a melhor opção, uma vez que se torna mais fácil ao consumidor detectar algum tipo de mudança na qualidade daquilo que se está levando para casa. É o que indica Edgar Augusto, responsável pelo setor de compras e estoque do restaurante orgânico e funcional Le Manjue.
  • Ao contrário disso, é mais difícil checar variações de coloração e odor de produtos congelados, apesar de sua validade ser maior. Tomás Abrahão, à frente da Raizs, loja especializada em orgânicos, ressalta que cada produto tem uma temperatura ideal de armazenamento e isso pode facilmente ser conferido na própria embalagem do alimento.
  • Abrahão também sugere que o consumidor preste atenção nas certificações ou selos de inspeção que o produto leva no rótulo, pois essa é uma segurança de que o alimento passou por avaliações criteriosas quanto a sua qualidade. No caso da Raizs, que trabalha apenas com produtos orgânicos, a boa procedência é assegurada pelo Selo Orgânico Brasil e pelo IBD Orgânico.
  • Outro cuidado necessário na hora da compra é a comparação de preços para um mesmo produto em diferentes estabelecimentos. Luís Arsênio destaca que “variações muito grandes de preço exigem maior pesquisa do consumidor e inspiram alguma desconfiança quanto à qualidade do que está exposto em qualquer prateleira de supermercado, o bom e barato é normalmente mau sinal”.
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