Sem preconceito!

O portador de epilepsia pode vencer a doença e ter uma vida normal

Estima-se que aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo sofram de epilepsia – a doença neurológica crônica que está entre as mais comuns do planeta. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, na prática, significam que a cada 140 pessoas que você conhece, uma tem crises epiléticas. Apesar disso, os portadores da doença ainda carregam uma dificuldade extra: lidar com o grande preconceito. São pessoas que possuem mais dificuldade de encontrar emprego, ter um relacionamento amoroso e enfrentam até o isolamento social.

Tecnicamente, a epilepsia se caracteriza por descargas elétricas anormais, de forma excessiva e recorrente no cérebro, que provocam as crises epiléticas. Essas crises podem provocar desde a sensação de formigamento em parte do corpo, a convulsões, alterações motoras ou sensoriais (suor excessivo ou queda de pressão) ou perda de consciência.

De acordo com a Associação Brasileira de Epilepsia, muitas vezes não é possível conhecer as causas da doença. Ela pode ter origem numa lesão congênita (desde o nascimento) ou adquirida no cérebro decorrente de uma batida forte de cabeça, por exemplo, infecções como meningite ou encefalite, abuso de drogas ou bebidas alcoólicas. Pode também ser causada por malformação do cérebro no feto - algum problema ocorrido antes ou durante o parto.

A boa notícia é que quem tem epilepsia pode levar uma vida normal com o controle adequado por meio de medicações ou com cirurgia, quando indicada. “De cada 3 pacientes com epilepsia, dois respondem muito bem ao tratamento medicamentoso. São indivíduos que terão uma qualidade de vida muito boa e que terão pouco ou nenhum impacto da doença em suas vidas. As leis brasileiras inclusive liberam os pacientes com epilepsia para retirarem carteira de motorista e conduzirem veículos em categoria B, desde que estejam sem crises há pelo menos um ano e em uso regular de medicamentos”, explica o médico Victor Mascarenhas, membro da Academia Brasileira de Neurologia e coordenador do Programa de Cirurgia de Epilepsia do Hospital São Rafael, em Salvador.

O neurologista explica ainda que um de cada três pacientes pode ter dificuldades no tratamento de suas crises com medicamentos. Quando as crises persistem mesmo após a tentativa de dois remédios, a pessoa deve investigar mais a fundo o quadro por meio de exame de vídeo-eletroencefalograma. Em alguns casos, a melhor alternativa é a cirurgia. “Se um paciente não responde ao tratamento com medicamentos, ele tem um risco de 1% ao ano de morte súbita, ou 12% de mortalidade em dois anos de outras causas (quedas, traumatismos, afogamento, etc). Nestes casos o risco de fazer uma cirurgia cerebral é infinitamente menor do que os riscos que a própria doença impõe a quem não responde aos medicamentos”, afirma, lembrando ainda que a cirurgia de epilepsia não é um tratamento moderno. “Fazemos há mais de um século, tendo as novas tecnologias nos ajudado na segurança e nas taxas de sucesso”.

Mais que a condição enfrentada pela pessoa que tem epilepsia, o preconceito é mais limitador do que a própria doença. Duas dicas: se você tem epilepsia, cuide-se, busque o melhor tratamento para levar uma vida tranquila; e se você não tem, informe-se e não deixe o estigma atrapalhar o seu convívio com quem tem epilepsia. 

 

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