Dor crônica: ninguém merece!

Condição requer cuidados e investigação médica

Ninguém gosta de se sentir incomodado com uma dor, não é mesmo? E sentir dor por tempo prolongado também não é normal! Pior ainda quando é uma dor persistente que surge de um problema que, no início, era aparentemente simples e depois de um certo tempo toma grandes proporções. Isso acontece porque na maioria das vezes há uma demora ou negligência no tratamento de um episódio doloroso e, consequentemente, pode fazer com que o quadro se torne mais grave. 

Esse quadro de saúde é conhecido popularmente como dor crônica. "É como se o cérebro criasse uma 'memória da dor', tornando-a mais resistente e difícil de ser tratada", explica o neurocirurgião Joel Augusto Teixeira, do Hospital CEMA, em São Paulo. No Brasil, a quantidade de pessoas que sofrem com esse problema é bastante significativa, chega a afetar cerca de 37% da população, segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

Para que uma dor seja considerada crônica, ela precisa durar mais que três meses. Outros estudos afirmam ainda que é preciso que se tenham pelo menos seis meses de episódios dolorosos recorrentes para que o caso seja considerado como dor crônica. É difícil saber precisamente em que ponto uma dor aguda se transforma em uma dor crônica. Mas é a partir do diagnóstico médico que começa a etapa mais longa e difícil: de buscar resoluções para o problema, tendo em vista as alterações que ocorrem no sistema nervoso. "Quando o problema se torna crônico, existem mecanismos complexos de manutenção da dor por alterações que ocorrem no sistema nervoso em diferentes pontos: nervos, medula espinhal e cérebro", explica o neurocirugião.

As dores podem ter origem nociceptiva, quando há uma lesão em algum tecido do corpo, ou neuropática, em que os nervos são afetados, como em casos de excessos de traumas. Mas as causas da dor crônicas podem variar bastante e também pode não estar associada a nenhuma doença específica. É comum que ela seja consequência de uma dor aguda, que não foi resolvida em um período curto de tempo, ou mesmo uma predisposição, embora a relação genética ainda não tenha sido confirmada por estudos.

O principal sintoma é a duração das crises. O especialista esclarece que, na maioria das vezes, a dor crônica pode ser relacionada a uma doença como também ser a própria enfermidade. "Acontece de ser um problema muscular que não se resolveu num curto período de tempo, como também de uma enxaqueca. No primeiro caso, a dor é secundária à inflamação. No segundo, é a própria doença", explica Joel.

É durante esses episódios de dores que muita gente recorre à farmácia – em busca de anti-inflamatórios, analgésicos, opioides, anticonvulsionantes – e se medicando por conta própria para tentar aliviar a dor de forma mais rápida. Mas isso, além de perigoso, pode não funcionar e ainda piorar o quadro. O certo mesmo é procurar um tratamento médico adequado para investigar a causa e procurar a solução mais adequada para o problema.

Em alguns casos, o médico pode indicar fisioterapia e prática de atividades físicas específicas. Em outros, pode ser indicado algum procedimento cirúrgico. Mas tudo isso vai depender da causa. O mais importante, em situações de dores crônicas, é buscar ajuda médica, o quanto antes, para evitar que um episódio pontual se transforme em problema para a vida inteira. "A melhor forma da dor não evoluir para crônica é fazendo tratamento precoce, logo que ela começa", finaliza o neurocirurgião.

Mesmo que não haja uma cura definitiva para as dores crônicas, existem sempre tratamentos que podem gerenciar as dores de uma forma saudável e aumentar a qualidade de vida de quem sofre com esse problema.

 

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