Asma sob controle!

Doença inflamatória e crônica, a asma acompanha o paciente durante toda a vida

Chega essa época do ano e não tem jeito: quem sofre de asma precisa redobrar os cuidados para evitar as crises. A doença é muito comum em crianças e adolescentes e acomete mais de 300 milhões de pessoas no mundo, 10% desse total são de brasileiros. É conhecida popularmente como “bronquite asmática” e se trata de uma doença inflamatória crônica, e um tanto incômoda, que provoca uma redução das vias aéreas, prejudicando o fluxo de entrada e saída de ar dos pulmões.

Geralmente o portador da doença sempre mantém por perto a famosa “bombinha” para ajudar nos momentos de crise. Isso porque os principais sintomas são falta de ar e chiado no peito. E a bombinha, que na verdade é um inalador dosimetrado, dispara a medicação necessária para o asmático de forma eficiente. Além disso, outros sintomas frequentes são a sensação de aperto no peito, tosse constante e o catarro.

O aparecimento da doença pode estar associado a fatores genéticos ou a uma predisposição de desenvolver a doença em algum momento da vida, desde a infância até a vida adulta. O contato frequente com elementos que sensibilizam as vias aéreas também pode funcionar como um gatilho para a manifestação da doença, como poeira, pelos de animais domésticos, pólen, bolores, fumaça de cigarro, produtos químicos e até a poluição. As mudanças de estação também podem ser fator para o surgimento da doença, como também em casos de infecções respiratórias e após exercícios físicos rigorosos. Além disso, a obesidade e o estresse estão relacionados com a piora da asma em todas as idades. No caso dos adultos, há mais fatores de risco associados, como o tabagismo e refluxo gastroesofágico.

Por ser uma doença crônica, a asma não tem cura e a pessoa precisará ter um cuidado constante para mantê-la controlada. "Enquanto a asma estiver atrapalhando constantemente a rotina do paciente, não podemos afirmar que ela esteja controlada. Um tratamento adequado para a doença tem como objetivo prevenir as crises, mais do que remediá-las. É muito importante que os pacientes conheçam seus principais gatilhos para que possam saber que atitudes tomar para não comprometer sua qualidade de vida", afirma o Dr. Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

Muito além do aparelho respiratório, a asma também provoca sérios impactos sobre a vida de uma pessoa que sofre com este problema, como insônia, fadiga, diminuição do nível de atividades e falta no trabalho. No caso das crianças, pode forçar a faltar nas aulas escolares e limitar as brincadeiras comuns nessa fase da vida.

Para os idosos, a asma é algo mais preocupante. "Com a idade, a musculatura dos pulmões perde a elasticidade e a respiração se torna mais difícil, provocando cansaço. O sistema imunológico dos idosos é mais frágil, o que dificulta a identificação da asma. A doença apresenta sintomas similares aos de doenças cardíacas e outras doenças respiratórias e seus indícios podem ser confundidos com sinais de envelhecimento. Por isso, a asma costuma ser subdiagnosticada nos idosos", explica a Dra. Iara Fiks, pneumologista, doutora pela faculdade de medicina da USP.

A pneumologista ressalta que, apesar do diagnóstico ser mais difícil em crianças com até 5 anos, é importante não negligenciar sinais de que algo está errado. Por isso, a Iniciativa Global Contra a Asma (GINA), determina alguns sinais que podem ser observados em uma pessoa que não tem a asma controlada:

  • Sintomas diurnos mais de duas vezes/semana;
  • Despertares noturnos devido à asma;
  • Uso de medicamento de resgate mais de duas vezes/semana;
  • Qualquer limitação de atividade na rotina devido à asma.

"Quando a pessoa apresenta esses sinais de forma recorrente, é importante procurar um especialista para ter o diagnóstico correto", reforça a especialista. Para identificar a asma, crianças a partir dos 6 anos podem realizar o exame de espirometria, conhecido como teste do sopro.

Quando tratada adequadamente, a doença pode ter seus sintomas controlados – o que confere uma melhor qualidade de vida e poucos danos à rotina do paciente. Nesse caso, a asma será tratada com o uso de corticoide inalatório, que são hormônios que possuem ação anti-inflamatória. "O tratamento da asma deve ser diário e não pode se nortear apenas pelas crises. Medicamentos anti-inflamatórios e broncodilatadores de longa duração fazem com que as vias aéreas voltem ao seu diâmetro normal e contribuem para o alívio do cansaço ou da falta de ar, além de prevenirem as crises. Isso poupa os pacientes e cuidadores de preocupações constantes e garante uma boa saúde e com qualidade de vida em todas as atividades de rotina", orienta o Dr. Mauro Gomes. A orientação, porém, é a de sempre: procure seu médico e nunca se medique por conta própria.

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