SEXO SEGURO!

A camisinha é o único método eficaz para se prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis

Não é porque você está num relacionamento a dois, com parceiro fixo, que os cuidados com a sua saúde íntima devem ser deixados de lado! As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) – novo termo adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para englobar as infecções assintomáticas – conhecidas anteriormente por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), acometem mais de 1 milhão de pessoas por dia no mundo.

O HIV, a herpes genital, a hepatite B, a sífilis, gonorreia, clamídia e o HPV são algumas das infecções mais comuns que vêm deixando os especialistas em estado de alerta. Apesar dos esforços em conscientizar a população sobre a prática do sexo seguro para evitar a transmissão dessas doenças, os números aumentam ano após anos de forma preocupante. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) apontou um aumento de 15,1% para os casos de sífilis, 5,1% para a gonorreia e 2,1% para os episódios de Clamídia.

E não é exagero, pois os números são realmente assustadores! De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, as ocorrências de pessoas infectadas pela sífilis por transmissão sexual cresceram 603% desde o ano de 2012. O Ministério da Saúde reconheceu que a situação estava fugindo do controle e decretou a epidemia da doença em outubro de 2016. “Tudo isso porque cada vez mais as pessoas evitam o uso de preservativo”, pontua o ginecologista Renato de Oliveira, da Criogênesis.

Segundo dados de um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, 94% dos brasileiros sabem que a melhor forma de prevenção contra as ISTs e a AIDS é com o uso da camisinha, mas 45% da população sexualmente ativa não costuma usar durante as relações. É por isso que 2,5% dos brasileiros – aproximadamente cinco milhões de pessoas – já foram contaminados em algum momento da vida por algum tipo de infecção sexualmente transmissível, porque ainda ignoram os alertas de prevenção.

Também é possível que a presença de uma dessas doenças passe despercebida pela pessoa infectada, isso porque algumas das ISTs são assintomáticas e causam prejuízos de forma silenciosa. “Além do conceito de janela de implantação, na qual o indivíduo possui a infecção que ainda não se manifestou, há acometimento assintomático, como na doença inflamatória pélvica na qual micro-organismos, como a clamídia e o gonococo, por exemplo, podem lesionar a tuba uterina levando a infertilidade feminina”, explica o especialista.

Em 2017, o Ministério da Saúde também apontou uma prevalência de 54,6% de casos de HPV entre a população brasileira de 16 a 25 anos, sendo que mais da metade dessas pessoas tem alto risco para o desenvolvimento de câncer de colo do útero, pênis, ânus, garganta e boca.

E o perigo é ainda maior quando se trata de gestantes e bebês, já que há o risco de transmissão de ISTs de mãe para filho. “Para grávidas infectadas com a sífilis, por exemplo, existe o risco da bactéria acometer o bebê e levar a diversas malformações, inclusive ao óbito. Para os pacientes infectados com o vírus do HIV, hepatite B e C, por exemplo, há tratamentos de reprodução assistida que possibilitam a redução drástica do risco de transmissão para o bebê e a proteção do parceiro ou da parceira não acometido, visando a gravidez”, explica o ginecologista.

Os sintomas de ISTs são variáveis mas alguns deles costumam ser parecidos, por esse motivo, a avaliação médica é fundamental. “De um modo geral, lesões na pele sem associação com trauma, febre, mal-estar, corrimento vaginal ou pelo pênis podem ser sugestivos para que você procure por um profissional”, afirma Renato. Portanto, nada de ficar se automedicando por aí!

O ginecologista também explica que a depender do caso, a manifestação clinica já permite o diagnóstico da infecção, o que acelera o início do tratamento. Porém, também existem exames de sangue e biópsias que podem ser solicitados para orientar no tratamento mais adequado.

Independentemente de faixa etária, classe social ou opção sexual, qualquer pessoa sexualmente ativa, pode contrair uma IST. É importante estar consciente dos riscos, sobretudo quando se desconhece o estado de saúde dos parceiros, ou das parceiras, sexuais.

Você já deve estar cansado de escutar, mas vale a pena repetir: sexo só com camisinha, ok?

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