Varizes: muito além da estética

Esse problema vascular afeta as mulheres e os homens também!

Não são poucas as pessoas que ficam insatisfeitas com o aparecimento daquelas veias mais escuras, tortuosas e dilatadas nas pernas. O desejo é sempre as ter pernas lisinhas, livres de manchas e varizes, não é verdade? Quando esse problema aparece, não é somente a questão estética que incomoda! O inchaço e as dores são sintomas comuns e, em casos mais graves, com as úlceras venosas, a qualidade de vida da pessoa fica comprometida.

A sensação de peso e cansaço constantes nas pernas - que aumenta durante o dia e piora depois de longos períodos de inatividade - é uma das queixas mais comuns das pessoas nos consultórios. O cirurgião vascular Marcelo Monteiro, diretor clínico da Clínica Inovas, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, explica que pode acontecer coceira na região das varizes e também inchaço, principalmente nos tornozelos e pés. “Nos casos mais avançados, podem ocorrer modificações na coloração e qualidade da pele, podendo levar à formação de feridas crônicas, as chamadas úlceras venosas”, esclarece.

A causa dessa doença venosa pode ocorrer por conta de fatores hereditários, sendo comum parentes muito próximos apresentarem o histórico favorável para o aparecimento de varizes. “Se trata de uma doença crônica e repetitiva, não sendo possível sua cura, mas que deve ser mantida sob controle. Hábitos saudáveis de vida com certeza interferem na velocidade com que a doença vai progredir”, explica o cirurgião.

Apesar de ser mais comum em idosos, Marcelo explica que o problema pode surgir em qualquer idade e com maior frequência nas mulheres por conta da questão hormonal. “O fator que mais interfere na piora da doença venosa é a gestação, ainda mais quando a paciente ‘emenda’ uma gravidez sobre a outra, dando pouco tempo para seu organismo recobrar a situação inicial”.

É importante ressaltar que durante a gestação os hormônios femininos estão ainda mais elevados, criando um ambiente propício para o desenvolvimento do bebê e isso leva a uma acentuada retenção de líquidos, além de causar flacidez nos tecidos maternos para permitir a acomodação do bebê. “Agora imagine se essas veias que já apresentam uma tendência genética à dilatação (formação de varizes), estão submetidas a intensa ação hormonal e ainda têm que armazenar um grande volume de líquido. Está formado o cenário ideal para a formação de varizes. Existe ainda um fator mecânico da compressão sobre as veias abdominais que o crescimento uterino acaba causando no decorrer da gestação. Se associarmos ainda o ganho acentuado de peso da gestante, com certeza só irá piorar o quadro”, acrescenta o cirurgião vascular.

E está enganado quem pensa que esse é um problema vascular que afeta exclusivamente as mulheres! De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 30% da população masculina, principalmente a partir dos 30 anos, também sofre com a doença. E por pensarem que eles são imunes ou que podem controlar a estética das pernas por baixo de um par de calças, por exemplo, acabam demorando para reconhecer o problema. Diferentemente das mulheres, os homens adiam a visita ao especialista e só recorrem por essa ajuda quando o quadro clínico já está bastante avançado.

A boa notícia é que todos os tipos de vasos têm como ser tratados. É muito comum uma mesma paciente ter diferentes tipos de vasos e, portanto, receber diferentes tipos de tratamentos. Os procedimentos mais comuns são realizados por meio de cirurgia, lasers, radiofrequência ou a escleroterapia, que faz a aplicação de substâncias para oclusão das veias dilatadas. “O tipo de tratamento vai depender, principalmente, do calibre do vaso a ser tratado. Os microvasos respondem muito bem ao tradicional tratamento por escleroterapia, mas se eventualmente os vasos forem mais calibrosos, costumamos indicar o tratamento por microcirurgia, realizado sob anestesia local e sedação leve, com alta para casa no mesmo dia da cirurgia, utilizando meias elásticas já ao sair do hospital. Agora, nos casos mais complexos, onde há o acometimento das veias safenas, o tratamento consiste na utilização de um laser a nível hospitalar, procedimento realizado também sob anestesia local”, explica o cirurgião vascular.

 Vale mais uma vez relembrar: é uma doença crônica, portanto não tem cura. O tratamento adequado das varizes pode melhorar a qualidade de vida de quem sofre com esse problema, por isso devemos sempre programar uma visita regular ao angiologista assim que esses tão incômodos vasinhos comecem a aparecer. Além disso, manter uma alimentação saudável com menos açúcares, sal, gorduras, evitando também o consumo de bebidas alcóolicas e cigarro, vai contribuir para o melhor funcionamento do sistema venoso.

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