Dr. Google

O perigo do autodiagnostico e da automedicação a um clique

Pense bem e seja sincero: você já reparou no surgimento de umas manchinhas na pele, se não uma dor de cabeça constante, ou numa febre prolongada, por exemplo, e como primeira reação correu para a internet buscando a solução? Você se “consultou” com o Dr. Google, acertamos? Calma, não estamos te julgando por isso. Quem nunca fez uma pesquisa dos sintomas relacionados a algum problema de saúde nessa ferramenta de busca que atire a primeira pedra!

Mas, nestes casos, é preciso de bom senso e muito cuidado - como tem tudo o que se relaciona à saúde. Nada de sair por aí  buscando diagnósticos de possíveis doenças e, principalmente, se automedicando de qualquer forma. O corpo humano é um sistema muito complexo e, a depender do assunto pesquisado, você pode acabar gerando preocupações desnecessárias ou até mesmo piorar o seu quadro de saúde.

Ao consultar a internet a pessoa pode ficar exposta aos vários os riscos que a atividade oferece. “Pode ocorrer, por exemplo, a interpretação errônea dos sintomas, levando-a crer que tem alguma doença grave. Ou o inverso: a doença é grave, mas, por um mecanismo de defesa chamado negação, acredita que os sintomas são de alguma doença simples, ignorando assim a necessidade de ir ao médico. A distorção das informações pode fazer uma pessoa a se comportar de formas opostas: dar importância demasiada aos sintomas ou menosprezá-los”, explica Joselene Alvim, psicóloga clínica e especialista em Neuropsicologia.

De acordo com dados do Google Trends, os 10 termos relacionados a saúde mais procurados no buscador online em 2017 foram: dor, câncer, acne, diabetes, dor de cabeça, coceira, alergia, diarreia, tosse e febre. Basta colocar a combinação de alguns desses termos na pesquisa para aparecer no resultado características de uma gripe, dengue ou câncer, por exemplo, deixando a cargo do usuário decidir qual será o diagnóstico para o seu problema com base nas características que mais se assemelham.

E tem mais: independentemente de ser ou não uma possível doença, tem a questão da automedicação, podendo resultar em danos para o organismo. Sem falar também no risco de seguir outro tratamento, que muitas vezes piora as condições dos sintomas. “Conforme o que revela a interpretação da pessoa que busca informação sobre sua saúde, pode aumentar os níveis de ansiedade que, se intensos, pioram os sintomas”, afirma Joselene.

Nos consultórios, muitos pacientes já chegam com o pré-diagnóstico pesquisado na Internet para apresentar ao médico e essa interferência exagerada do paciente pode constranger ou mesmo irritar o profissional, que estudou anos para estar apto a exercer sua especialidade, mas não adianta reclamar do Dr. Google. “É importante entender que se trata de pacientes com algum grau de ansiedade diante dos sintomas, ou até mesmo que são hipocondríacos – um estado psíquico que leva a pessoa preocupar-se com o próprio estado de saúde ou a possibilidade de uma piora (um sintoma simples pode potencializar-se de acordo com sua interpretação). Portanto o médico deve acolhe-los, e não criticá-los, e explicar a importância de uma consulta médica pois assim possibilita o esclarecimento de sintomas de maneira personalizada”, orienta a psicóloga.

Percebendo essa pratica dos usuários, em 2017 o Google lançou, juntamente com o Hospital Albert Einstein, um novo modo de buscas (apenas para celular) no qual a pessoa digita os seus sintomas e direciona para um resultado de possíveis diagnósticos. E é importante lembrar que para criar esse recurso, o Google se instrumentalizou com o conhecimento técnico de renomados médicos do Hospital. “A busca por informação de qualidade melhora a relação médico-paciente e traz eficiência para a consulta. Nada ainda substitui a consulta médica, mas um paciente ativo e consciente é o que buscamos para ter uma sociedade mais saudável”, destaca o Dr. Sidney Klajner, presidente do Einstein e médico cirurgião.

A psicóloga lembra ainda que não é justo atribuir à internet o papel de vilã. Não há nada de errado em buscar informações sobre determinada doença no Google. “Há sites confiáveis, inclusive com embasamento cientifico. No entanto, é preciso ter claro que os sintomas podem se diferenciar de uma pessoa para outra de acordo com o organismo de cada um e o estilo de vida dela, o que vai, consequentemente, também diferenciar o tratamento e prognóstico da doença. Por isso, é fundamental consultar um médico para obter esclarecimento sobre os sintomas, bem como orientação para o tratamento dos mesmos”, alerta.

Em resumo: a internet pode manter você informado sobre saúde, mas ela ainda não tem CRM médico!

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