É fato ou boato?

As famosas Fake News (notícias falsas) têm dado o que falar nesses últimos tempos, não é mesmo? São tantas informações recebidas nas redes sociais, grupos e conversas de Whatsapp que muita gente acaba compartilhando sem conferir se elas são mesmo verdade. A prática de compartilhamento de informações erradas é considerada irresponsável e pode até colocar em risco a saúde das pessoas. Por isso, a Revista +Saúde checou algumas dessas notícias que circulam pela Internet para saber se realmente são fatos ou apenas boatos. Veja!

“Comida aquecida no micro-ondas causa câncer e faz mal à saúde” - BOATO!

Muita gente compartilha uma notícia como essa que, como diria o ditado, “não tem pé nem cabeça”. Neste caso, trata-se de um vídeo de um homem afirmando que o micro-ondas é uma máquina de câncer e, assim, todo mundo que quiser ter saúde deveria aposentar este eletrodoméstico o quanto antes. Mas nós checamos e podemos afirmar: tal informação não é verdadeira! O Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA) assegura: “A radiação do micro-ondas tem apenas a propriedade de cozinhar e/ou aquecer os alimentos, não alterando a estrutura química ou molecular da comida. Assim, o consumo de alimentos aquecidos no micro-ondas não aumenta o risco de câncer”. Essa notícia vive circulando por aí, mas não há nada comprovado cientificamente. Ou seja, é boato!

 Algumas vacinas podem causar autismo – BOATO!

Não há nenhuma evidência científica da ligação entre as vacinas e o autismo. Na realidade, descobriu-se que um estudo publicado em 1998 levantou preocupações sobre uma possível relação entre a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola com o autismo. Posteriormente, a pesquisa foi considerada seriamente falha e o artigo foi retirado com um pedido de desculpas pela revista que o publicou. De acordo com informações do Ministério da Saúde, “a publicação do artigo desencadeou um pânico que levou à queda das coberturas de vacinação e subsequentes surtos dessas doenças”. Mas tudo não passa de um boato!

“Paracetamol P/500 contém um vírus mortal” – BOATO!

Mais uma notícia falsa compartilhada nas redes sociais. A postagem traz imagens de uma cartela do medicamento e várias imagens alarmantes de pessoas que, supostamente, teriam se contaminado com o vírus Machupo. De fato, esse vírus existe e é transmitido por uma espécie de roedor encontrado na Bolívia e ficou conhecido quando causou um surto de febre hemorrágica no país em 1960. Além disso, vale destacar que o contágio entre humanos é raro. Essa notícia falta chegou até a circular por Moçambique há alguns anos, mas em outra versão que dizia que o paracetamol estaria infectado com o vírus “ebola”. O Ministério da Saúde se manifestou ao dizer que a Anvisa garante a confiabilidade dos medicamentos, assegurada por meio da definição de rígidos critérios de qualidade adotados para análise da concessão de registros, pós-registros e revalidações, bem como o monitoramento pós-mercado desses medicamentos, previsto em legislações e harmonizados internacionalmente. Ou seja, não há nenhum vírus Machupo no Paracetamol P/500. Então, se vier uma dor de cabeça, pode tomar o medicamento. Se houver indicação, é claro. 

 “Óleo de canola é um veneno para a saúde” – BOATO!

Há um bom tempo a imagem de uma garrafa de óleo de canola, com um texto ao lado, anda circulando pelas correntes de Whatsapp com a informação de que o óleo é usado para criar armas químicas letais, tem alto nível de ácido erúcico e até os animais os rejeita como alimento. A verdade não é bem isso que pintam por aí. De acordo com um estudo feito por Gilberto Omar Tomm, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a “Colza ou sua variedade melhorada, a Canola, é umas das oleaginosas de maior produtividade no mercado e a segurança do seu consumo é aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration_ - e também pela Anvisa. A questão é que a tal da colza tem realmente ácido erúcico que é tóxico. Contudo, a Colza sofreu uma modificação genética para a eliminação do ácido e, aqui no Brasil, empregou-se a denominação “Canola”, atendendo ao padrão de baixo teor do ácido (inferior a 0,2%) para consumo humano. Ainda segundo a Embrapa, “o óleo de canola é um dos mais saudáveis, pois possui elevada quantidade de Ômega-3 (reduz triglicerídios e controla arteriosclerose), vitamina E (antioxidante que reduz radicais livres), gorduras mono-insaturadas (reduzem o colesterol ruim) e o menor teor de gordura saturada de todos os óleos vegetais. Médicos e nutricionistas indicam o óleo de canola como o de melhor composição de ácidos graxos para as pessoas interessadas em dietas saudáveis”.

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