Já prestou atenção na sua respiração hoje?

Com a asma se tornando um dos problemas mais comuns entre os idosos, cuidar bem da nossa respiração no decorrer dos anos é um ato de prevenção e amor à vida

“Tão natural quanto respirar.” Você provavelmente já ouviu essa frase para justificar algo comum, ordinário. Pois é, o ato de respirar é de fato tão natural que muitas vezes não prestamos o devido cuidado e atenção a ele. É quando a respiração “não sai”, a famosa “falta de ar”, no entanto, que entendemos seu papel vital.

Se a respiração garante a manutenção da vida, respirar bem, por sua vez, garante uma vida com muito mais bem-estar, trazendo uma série de efeitos positivos como: deixar o cérebro mais ativo, aumentar nosso desempenho motor, reduzir o estresse e a ansiedade, melhorar a qualidade do sono, combater problemas cardíacos, aumentar a imunidade, deixar a pele mais bonita e nosso corpo mais saudável. Benefícios que se tornam a cada dia mais apreciados ao decorrer da vida. Isso porque a asma - doença crônica e inflamatória que afeta as vias respiratórias - é uma das enfermidades mais comuns entre os idosos e que desencadeia uma série de outros problemas ao afetar nossas atividades físicas e mentais.

 

“Ao envelhecer, os pulmões têm sua capacidade de respiração reduzida, afetando a atividade respiratória após os 40 anos de idade. Por isso, essas pessoas se tornam mais frágeis e suscetíveis à asma e seus sintomas”, explica José Roberto Megda, pneumologista da Residência de Clínica Médica do Hospital Universitário de Taubaté. Dessa forma, as crises de falta de ar, tosse seca e fadiga tendem a ser mais severas nessa etapa da vida, podendo piorar caso a doença não seja diagnosticada e bem tratada.

Diagnóstico

 

É comum, porém, que essas doenças crônicas (que não têm cura) como a asma, sejam silenciosas, confundidas com outros problemas ou, ainda, que não sejam encaradas com a seriedade necessária. Assim, apesar de muitas vezes parecer sob controle, a asma é responsável por 8% dos óbitos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Esse número aumenta para 72% quando consideramos outras doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, câncer e diabetes.

Por isso mesmo, o acompanhamento médico ao longo da vida com visitas regulares ao especialista e exames de rotina é essencial. Fator que ganha ainda mais importância ao atingirmos a terceira idade. “Se a pessoa se queixa de tosse, chiado no peito e cansaço com frequência, é necessário procurar um especialista para que seja realizado o diagnóstico correto. Esse diagnóstico é feito por meio da avaliação do quadro clínico do paciente, incluindo exames físicos e, por vezes, espirometria, que é o exame da capacidade respiratória”, explica Megda. “Com o diagnóstico correto é possível a elaboração de um tratamento adequado à situação de cada paciente.”

 

Além da importância de se realizar consultas regulares, a Iniciativa Global para Asma (GINA) lançou algumas dicas que podem nos ajudar a compreender melhor os sintomas da doença, indicando quando procurar ajuda médica com urgência. “Se o paciente apresentar sintomas mais de duas vezes por semana, se tiver problemas para dormir, precisar utilizar medicamento de resgate [para crises] mais de duas vezes por semana, tiver limitações na rotina devido à asma, entre outros, é preciso uma visita ao médico”, sintetiza o pneumologista. A atenção a nosso estado de saúde, sobretudo quando falamos em idosos, é fundamental para o diagnóstico precoce da doença.

 

Tratamento

 

Vale ressaltar, porém, que não é por não ter cura que essas doenças não possibilitam tratamentos adequados, capazes de atenuar os sintomas e garantir qualidade de vida para aqueles diagnosticados com o problema. De modo geral, os tratamentos para asma são realizados por meio de medicamentos e alguns cuidados adicionais, como o uso do aparelho de inalação.

 

José Roberto Megda conta mais: “Um dos instrumentos mais populares e eficientes utilizados no tratamento da asma são os dispositivos inalatórios, chamado por leigos de ‘bombinha’. O corticóide inalado é o principal medicamento nesse processo. Outro tipo de tratamento é o broncodilatador, fundamental para o alívio dos sintomas”. E lembre-se: o tratamento é para a prevenção e controle da doença, e não somente para os momentos de crise. Afinal, prevenir continua sendo o melhor remédio, especialmente para curtir a chamada “melhor idade” com bastante fôlego e disposição!

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