Cuidados com a tireóide na infância

Muito importante no desenvolvimento físico e neurológico, a glândula merece atenção desde o nascimento

Você provavelmente já ouviu falar bastante sobre a glândula tireóide. Conhecida especialmente pelos problemas originários na região, a glândula situada no pescoço produz, na verdade, hormônios importantíssimos para nosso desenvolvimento físico e neurológico. Por isso mesmo, ela deve ser acompanhada com atenção desde o nosso nascimento. Então, mamães e papais, fiquem atentos aos sintomas que podem sugerir alterações na tireóide do bebê.

 

O primeiro passo é a realização do teste do pezinho, que já pode detectar o hipotireoidismo logo no nascimento da criança. “Se a glândula tireóide não está produzindo a quantidade suficiente de hormônios, isso configura o hipotireoidismo, fazendo com que o metabolismo e o desenvolvimento do bebê fiquem mais lentos. A medida em que a criança vai se desenvolvendo ela pode se cansar mais facilmente, não crescer adequadamente e ter dificuldade para se concentrar”, explica Fernanda André, endocrinologista pediátrica. Ela ainda ressalta que “o hipotireoidismo congênito causa um atraso mental irreversível, já que os hormônios tireoidianos também são necessários para o desenvolvimento do sistema nervoso central”.

 

A principal causa do hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune na qual o sistema imune ataca as células da tireoide, causando uma inflamação dessa glândula. Especialmente mais recorrente entre o sexo feminino, na vida adulta ela ainda pode resultar em queda de cabelo, unhas quebradiças e até falhas de memória.

 

Se a insuficiência de hormônios é um grande problema, o excesso deles também. Esse é o caso do hipertireoidismo, também motivado por uma doença autoimune, dessa vez chamada Graves, que provoca alteração na glândula, prejudicando seu funcionamento e fazendo com que ela produza uma quantidade mais do que suficiente de hormônios tireoidianos. A alteração causa estresse, ansiedade, insônia, diarreias frequentes, muito suor e sensibilidade ao calor.

Mas, afinal, como tratar esses problemas em crianças? Segundo a endocrinologista pediátrica, o hipotireoidismo é geralmente tratado de forma medicamentosa, enquanto o hipertireoidismo é cuidado por meio do método de radioiodo ou até com cirurgias.

 

“Mais uma vez é importante ressaltar a necessidade dos pais e mães em estarem realmente ligados à qualquer sintoma que possa levar ao diagnóstico de alguma alteração na glândula tireóide. Isso porque as consequências caso esses problemas não sejam tratados de forma adequada podem ser bastante sérios”, ressalta a doutora Fernanda André. “As crianças que são tratadas tardiamente podem apresentar deficiência intelectual, insucesso de crescimento, baixa estatura, retardo mental ou até virem ao falecimento precoce.” Por isso lembrem-se: saúde infantil é assunto sério e pode definir o desenvolvimento da criança, com impactos irreversíveis.

 

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