Daniel, nossa eterna paixão sertaneja

Carreira, sucesso e família – o queridíssimo cantor Daniel alcançou a fama sem deixar seus valores e família de lado

Com mais de 13 milhões de discos vendidos e 30 anos de carreira, o cantor Daniel continua esbanjando beleza, simpatia e bom humor. Sua aura caipira encanta e revela um segredo de bem estar – o campo foi sua inspiração durante toda sua carreira para a criação de lindas poesias e canções que aquecem nossos corações. Numa entrevista exclusiva para a Revista +Saúde, nossa eterna paixão sertaneja contou como se mantém saudável, sobre a presença da caridade em sua vida, os sucessos do último disco lançado e, claro, sobre seu amor pela família e a vida no campo. Confira!

 

+Saúde: Daniel, como você se sente após uma carreira consolidada com mais de 30 anos de estrada? Você ainda sente aquele frio na barriga antes de subir aos palcos?

Daniel: Acho que esse friozinho na barriga tem sempre que existir, senão as coisas deixam de ter esse sabor especial. Me sinto realizado e ao mesmo tempo sei que minha missão é continuar levando alegria ao meu público, vejo minha carreira como uma grande dádiva, e por isso respeito muito meus fãs e em todas as oportunidades que eu tenho, quero passar coisas boas para eles.

 

+S: Fomos stalkear sua agenda de shows e... UAU! Ela está realmente lotada! Como você consegue se manter em forma e sempre tão belo com tantas viagens?

D: Obrigado (risos), mas eu tenho mesmo que manter uma linha na alimentação, às vezes é difícil, mas tenho força de vontade. Quando se está fora de casa não é a mesma coisa, a gente come fora de hora, às vezes não come, mas acho importante balancear as coisas por causa da saúde mesmo.

 

+S: Você é uma pessoa que preza muito a caridade, inclusive sua biografia teve toda a renda destinada às Apaes de todo o Brasil. O que significa para você poder contribuir para a sociedade dessa forma? Você acredita que esse tipo de ação possa incentivar as pessoas a fazerem o mesmo?

D: Acredito que sim, como pessoas públicas temos algumas responsabilidades com relação aos exemplos, eu acredito nisso pelo menos. Mas a caridade é algo que me dá prazer, que me faz muito bem, acho que é o mínimo que podemos fazer por tudo que recebemos. Sou embaixador das Apaes no Brasil e tenho muito orgulho disso pois acompanho o trabalho deles desde criança, desde que meu irmão Gilmar precisou frequentar uma, e toda a ajuda é bem-vinda. Se você não pode doar coisas materiais, doe seu tempo, fará diferença para alguém com certeza.

 

+S: Após tantos discos e sucessos lançados, você ainda foi parar na televisão, como técnico no programa The Voice Brasil. Como foi viver esta experiência que aliava seu dom musical, a televisão e um mestre/professor aos participantes do programa?

D: O The Voice foi uma experiência incrível para mim. Eu já sabia que o Brasil tinha muitos talentos, muita gente no anonimato, e ali temos a oportunidade de conhecer um pouco mais essas pessoas. É um programa com um super cuidado, uma produção muito competente, sinto orgulho por fazer parte dessa família. Mas o fato de avaliar é difícil, esse papel de escolher era o que mais me fazia sofrer durante o programa. Eu já estive do outro lado, sendo avaliado em festivais, e sei como é difícil.

 

+S: Brotas é sua cidade natal e também do coração. Por que reviver o Cine São José lá? E depois, como você se sentiu ao realizar a gravação de um CD e DVD neste espaço?

D: O Cine São José para mim é muito especial, então quando tive a oportunidade de trazê-lo de volta para Brotas e devolver o cinema e ter casa de espetáculos para a cidade, foi também a realização de um sonho pra mim. Na inauguração fizemos a pré-estreia do filme O Menino da Porteira, e mais recentemente, há cerca de 2 anos, gravamos ali o DVD Daniel in concert em Brotas, um projeto super especial para mim.

 

+S: Você sempre diz sobre como foi importante o nascimento das suas filhas em sua vida. Você sempre quis ser pai? O que muda na vida de um homem após ele ter filhos? E como você concilia a vida profissional com a familiar? Já levou a família em turnê?

D: Eu sempre sonhei em ser pai e realmente muda tudo na vida da gente, elas passam a ser prioridade e a nossa responsabilidade como pais é enorme. Eu procuro dosar os shows e viagens para estar ao máximo com elas, já as levei sim a muitos shows e turnês, e elas adoram.

 

+S: Este ano você está na estrada com a turnê Amores Seletivos - inclusive uma das músicas de seu último álbum. A presença do compositor e produtor Dudu Borges veio para modernizar e, ao mesmo tempo, manter a sua essência romântica no disco e DVD. Mas como foi este processo? Quais elementos foram modernizados para seu público? O que você daria mais destaque nessa parceria?

D: O processo de criação junto com o Dudu Borges foi bem interessante, chegamos a um resultado diferente, porém sem perder a minha identidade musical. O próprio fato de termos gravado ao vivo, com a banda toda dentro do estúdio, já foi um grande diferencial, mas dou destaque para os arranjos e a seleção do repertório, gostei muito mesmo!

 

+S: Quais artistas mais o influenciaram e quais influenciam até hoje na sua carreira?

D: Somos influenciados o tempo todo, no começo da carreira os eternos mestres das modas de viola, as duplas consagradas, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, e tantos outros, eram nossas referências maiores. Hoje eu ouço de tudo, desde música internacional, até as novas duplas que vão surgindo. Com tanta informação ao mesmo tempo, tudo acaba influenciando de alguma forma no nosso gosto musical e nas nossas escolhas.

 

+S: Por fim, a vida no campo sempre foi tema de suas canções. Você acha que o campo torna sua vida mais saudável? Mais feliz? O que você mais ama no campo?

D: Sou suspeito para falar pois nasci e fui criado no contato com a natureza, Brotas é uma cidade pequena e nós ainda temos esse privilégio das cachoeiras, rios, beleza natural que encanta e que me traz uma paz enorme. Sou de ficar pé no chão mesmo, adoro o contato com o campo, e pelo menos para mim isso traz felicidade. Amo a liberdade no campo, a pureza das coisas mais simples, o som, as plantas, os animais...sempre que posso eu escapo para lugares assim, que me deixem mais próximo da natureza.

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