MARCO LUQUE

“Eu batalhei muito pra chegar até aqui”

Fala sério... só de lembrar de alguns dos personagens dele em cena já dá vontade de rir! O humorista Marco Luque nunca está sozinho porque sempre leva com ele os seus personagens já bem conhecidos de muita gente. Quem não gosta da Mary Help, Jackson Five, Silas Simplesmente ou do Mustafary? Todos os sábados, pelo menos um deles está nas telinhas dos brasileiros que acompanham o programa Altas Horas, na Rede Globo.

Marco tira de letra quando o assunto é criatividade e improviso. Sua carreira começou lá atrás, na bancada do extinto CQC, na Band, o que foi um verdadeiro trampolim para o sucesso que alcançou hoje. Mas – pasmem! – em uma entrevista exclusiva para a +Saúde ele revelou ser uma pessoa tímida, mesmo se mostrando bastante desinibido frente ao público. Veja a entrevista!

 

+Saúde: Quando você descobriu que era engraçado e que poderia fazer do humor sua profissão?

Marco Luque: Desde muito novo sempre fui uma pessoa tímida. Gostava de fazer algumas piadas para os colegas de turma e para a professora, me sentia bem vendo as pessoas sorrirem. Com o passar do tempo, vi no humor uma forma de me expressar melhor, de interagir mais com todos à minha volta e, desde então, não o abandonei mais, é o que me faz feliz de verdade.

  

+S: As pessoas começaram a conhecer o seu trabalho ainda no teatro e, principalmente, na bancada do programa CQC. Como foi essa experiência para você e o que mudou de lá para cá?

 

MC: Foi uma experiência muito enriquecedora. O CQC fez parte de um momento muito importante da minha vida, foram 8 anos de muito aprendizado profissional e pessoal, além dos amigos que fiz. O programa trouxe uma dinâmica nova para a TV e mostrava a importância que o humor tem para trazer reflexão e promover cidadania. De lá para cá, muitas coisas mudaram, vivo em um processo contínuo de crescimento e alegria com minha carreira.

 

+S: Você dá vida a vários personagens já muito conhecidos e queridos do público, que acaba repetindo e consagrando até mesmo os bordões desses personagens. Onde você busca inspiração para criar essas figuras? Tem um preferido?

 

MC: Eu busco inspiração na observação atenta que faço de todos à minha volta. Eu sou um apaixonado pelo ser humano, com suas características próprias, suas culturas, modos e formas de enxergar o mundo. Acho fascinante essa diversidade que temos e busco trazer isso para os meus personagens. Gosto de criar identidade e empatia com o público. Sobre preferido, eu não consigo elencar um, todos têm espaço enorme no meu coração rsrs.

  

+S: Qual é segredo para ter uma vida saudável e sempre com muito bom humor?

 

MC: Precisamos levar a vida de uma forma mais leve e enxergar sempre o lado bom das coisas, porque os erros e sofrimentos sempre trazem ensinamentos junto. Rir é o melhor remédio para uma vida mais tranquila e com boas energias.

 

+S: Você acha que existe plateia mais difícil de dar risadas? Como você faz para entreter a todos no palco?

 

MC: Não sei se posso dizer difícil, acho que tudo depende da forma como abordamos e interagimos com o público. Precisamos nos apresentar de forma verdadeira e trazer assuntos que gerem empatia, para que as pessoas parem e pensem – “Nossa, eu já passei por isso mesmo” rsrs.

 

+S: Como você consegue manter a seriedade com tanta gente se dobrando de rir na plateia?

 

MC: Eu não mantenho! hahaha. Sempre acabo rindo também e entrando naquela onda. Acho importante participar das histórias e rir com as pessoas, mas com limite para, em seguida, já começar a contar outra situação.

 

+S: As pessoas costumam pensar que um humorista nunca pode estar mal, mas a gente sabe que ali existe um ser humano com todas as suas limitações, seus problemas do dia a dia. Algumas coisas te deixam para baixo?

 

MC: A falta de respeito, altruísmo e empatia das pessoas. Quando isso acontece, fico realmente chateado, pois vivemos em uma sociedade dinamizada e cheia de informação, onde não poderia haver espaço para atitudes como as que vemos todos os dias.

 

+S: Hoje você está no programa Altas Horas, na Rede Globo, e a cada semana o público tem uma prévia de seus personagens do seu show “1, 2, 3 Testando”. Como é para você ter conquistado esse espaço e qual o feedback que recebe das pessoas na rua e nas redes sociais?

 

MC: É uma honra muito grande. Sou extremamente agradecido por essa oportunidade e sou feliz demais trabalhando junto com uma equipe tão parceira como a do Altas Horas. O feedback é sempre cheio de carinho, sorrisos e trocas, eu adoro!

 

+S: Tem muita coisa bacana rolando na sua vida agora. Como você dá conta de conciliar teatro, seu canal no Youtube, participações especiais na TV e no cinema? Tem novos projetos vindo por aí?

 

MC: Parece clichê dizer isso, mas quando amamos nosso trabalho, sempre damos um jeito de conciliar tudo. Eu batalhei muito pra chegar até aqui e amo o que eu faço e conto com ajuda de minha equipe para organizar a agenda e realizar todos os meus compromissos. Em setembro estreei o filme “O Homem Perfeito”, de Marcus Baldini. Nele, interpretei um estudante de artes, sem nenhum apego às regras sociais, que é disputado pelas personagens de Luana Piovani e Juliana Paiva.

Além disso, nessa nova temporada da Escolinha do Professor Raimundo estou no papel do Patropi, que foi interpretado pelo querido Orival Pessini. Estou muito feliz com a possibilidade de interpretar mais um ídolo na Escolinha. Estar ao lado de grandes nomes do humor brasileiro é um presente, só agradeço pelo aprendizado, troca e carinho do público.

 

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