Uma gripe globalizada

A H1N1 chegou mais cedo ao Brasil este ano, saiba como se proteger do vírus

          O último boletim emitido pelo Ministério da Saúde confirmou que 1.365 pessoas já contraíram a gripe H1N1 este até abril – com 230 mortes. A H1N1 é um vírus Influenza do tipo A, seu primeiro surto ocorreu mundialmente em 2009 e era chamada de gripe suína – o vírus da H1N1 foi o resultado da mutação da gripe aviária com a humana e a suína. A gripe é uma doença sazonal, ou seja, acontece predominantemente numa parte do ano, neste caso nas estações mais frias como outono e inverno – em 2016 ela chegou mais cedo do que o previsto pelo médicos e tem causado pavor na população brasileira.

 

          A médica infectologista no Hospital Emílio Ribas e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dra. Rosana Del Bianco, explica que todos os vírus da Influenza mudam com o passar do tempo e que os vírus que circulam nos EUA são as referências para a produção das vacinas daqui. Além disso, este ano a gripe teve uma agressividade maior, “ela veio importado dos EUA antes do tempo, por isso pegou o Brasil despreparado para vacinar”, esclarece Dra. Rosana. Além disso, o desenvolvimento da gripe para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é a maior preocupação dos médicos, pois pode levar a morte.

 

          A gripe circula mais no inverno por motivos simples de se entender – com o frio, as pessoas tendem a ser manter em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas – o que auxilia a propagação do vírus. Por isso, a especialista ressalta que você deve, sempre que possível, lavar bem as mãos e evitar levá-las a boca – o álcool em gel é um ótimo aliado quando você estiver na rua.

         

          Com os inúmeros casos de H1N1 por todo o Brasil, as pessoas já estão desesperadas pela sua dose da vacina, outro alerta levantado pela Dra. Rosana é que a vacina sempre será priorizada para os grupos de risco, “para quem não tem risco, os sintomas são como a de uma gripe forte”, afirma a especialista, porém, caso esteja com os sintomas, você deve imediatamente se dirigir ao posto médico, pois o remédio destinado ao combate da H1N1 – o Tamiflu (Oseltamivir) – só pode ser administrado 48 horas após os primeiros sintomas.

 

“A proteção da vacina fica em torno de 60 a 70%, ela produz um anticorpo que cresce rapidamente, mas que também cai rapidamente – protege contra a gripe por uns 8 a 9 meses.” – Dra. Rosana Del Bianco

 

“O paciente deve repousar, se alimentar bem, tomar muita água e sucos que têm bastante vitamina C e, claro, receber o carinho e cuidado de seus amigos e familiares.” – Dra. Rosana Del Bianco

 

SINTOMAS DA H1N1

          Febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo (músculos, articulações e cabeça), falta de ar, cansaço excessivo, congestão nasal, calafrios e disfunções gastrointestinais (náusea, vômito e diarréia).

 

 

 QUEM SÃO OS GRUPOS DE RISCO?

          Crianças até 5 anos – elas ainda não têm anticorpos suficientes e a gripe pode ter uma agressividade muito maior.

          Idosos – com o passar da idade, o sistema imunológico se torna mais fraco e a gripe pode ser muito severa.

          Portadores de doenças crônicas – imunodeficientes, portadores de HIV, diabéticos, obesidade mórbida e portadores de doenças respiratórias.

          Gestantes ou puérperas (pós-parto) até 45 dias – têm imunidade transitória, por isso devem se precaver.

          Fumantes há longa data – o cigarro lesa intensamente os pulmões, portanto se há tosse crônica, quadro de enfisema ou face roxeada deve também se vacinar e parar com a fumaça, “é um bom motivo para não fumar mais!”, adverte a Dra. Rosana Del Bianco.

 

O QUE É A SRAG?

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma evolução causada a partir da gripe, é a sua forma mais severa. Quando constatada no paciente, este deve ser imediatamente internado sob internação com possível terapia intensiva, pois pode haver necessidade de usar um respirador e outros tratamentos.

SINTOMAS SRAG: falta de ar ou dificuldade em respirar, febre alta por mais de três dias, agravamento de doenças pré-existentes (pulmonar, cardiopatia), disfunções graves – como insuficiência renal, alteração nos sentidos, desidratação e, nas crianças, o agravamento de problemas gastrointestinais.

 

A vacina trivalente protege contra o vírus da H1N1, H3N2 e, também, uma cepa da Influenza B – pode ser aplicada em crianças maiores de seis meses de idade.

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