Câncer de pulmão, uma verdade obscura

90% dos casos estão relacionados ao tabagismo crônico

R ealmente não tem jeito, o câncer de  pulmão está intimamente ligado ao  péssimo hábito de fumar, na maioria  dos casos. Há ainda o fator poluição, mas mesmo assim não faz o mesmo estrago que o cigarro faz no nosso organismo. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), em 2016, a incidência de novos casos de câncer de pulmão será de aproximadamente 28 mil pessoas, sendo cerca de 17 mil homens e 11 mil mulheres. 

Se estes números o assustaram, imagina saber que em 90% dos casos de câncer de pulmão o paciente não sobrevive? Mas ao mesmo tempo, ele é o tipo de câncer mais evitável de todos! Já que seu desenvolvimento está associado ao vício da fumaça, basta parar de fumar – ou nunca experimentar – que suas chances já diminuem drasticamente.

Os sintomas são muito difíceis de serem identificados, mas segundo o Dr. Eduardo Weltman, presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia, os mais frequentes são a tosse, expectoração com sangue e falta de ar. O médico oncologista do Instituto Lado a Lado pela Vida, Dr. Marcelo Cruz, explica que os sintomas da doença geralmente aparecem quando ela já está num estágio mais avançado, o que dificulta o tratamento, já que este tipo de tumor costuma originar metástases (quando a doença se espalha para outros órgãos).

A prevenção é sempre o melhor caminho. Além de abominar o cigarro, o Dr. Cruz ressalta a importância da realização de exames que 
detectam o câncer. “Trata-se da realização de tomografia computadorizada de tórax, uma vez por ano, para a população de alto risco para desenvolver a doença: tabagistas ou extabagistas com mais de 50 anos de idade”, detalha o especialista. O diagnóstico precoce é algo que fará toda a diferença no tratamento.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia, nenhum tratamento tem eficácia 100% garantida, pois tudo depende da histologia do tumor e do diagnóstico precoce, mas ele explica que o tratamento pode ser feito por associação entre cirurgia, radioterapia e quimioterapia, ou pelo uso individual decada uma. “A decisão terapêutica depende de quanto o tumor é inicial ou não e qual é seu tipo histológico”, especifica o Dr. Weltman.

O CÂNCER DE PULMÃO É UMA DAS NEOPLASIAS MAIS EVITÁVEIS QUE SE TEM NOTÍCIA – Dr. Eduardo Weltman, presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia

Os dois especialistas alertam que o paciente em tratamento deve parar imediatamente de fumar (caso ainda seja fumante) e deve cuidar muito bem da alimentação. “Um paciente bem nutrido suporta melhor o tratamento e reage mais adequadamente a doença”, na opinião do presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia. Para o especialista em oncologia, “boa alimentação e atividade física ajudam muito a minimizar os efeitos colaterais do tratamento para que o paciente possa ter mais qualidade de vida”, afirma Dr. Cruz.

TABAGISMO AINDA É O INIMIGO NUMERO UM DOS PULMÕES - Dr. Marcelo Cruz, oncologista do Instituto Lado a Lado pela Vida

PARE DE FUMAR!

- O cigarro causa 6 milhões de mortes todos os anos no mundo todo, aqui no Brasil são mais de 145 mil pessoas vítimas do cigarro.
- Em 2016, o Brasil terá 28.220 novos casos de câncer de pulmão, sendo 17.330 homens e 10.890 mulheres.
- Nos homens o câncer de pulmão é o segundo mais comum, atrás de câncer de próstata e à frente da neoplasia de estômago.
- O risco de se desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e, também, a quantos anos se tem o hábito de fumar.

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