7 mitos e verdades sobre Hipertensão

Tiramos suas dúvidas sobre a doença

Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão arterial afeta mais de 30 milhões de brasileiros. Ela é uma das principais responsáveis pela maioria dos casos de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. Além disso, a hipertensão arterial pode ser provocada pela obesidade, consumo de bebidas alcoólicas, estresse, sedentarismo, consumo elevado de sal e sono ruim. Para se ter ideia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que 9,4 milhões de pessoas morrem devido a doença, sendo 51% por derrame cerebral e 45% por ataque cardíaco. Conversamos com o médico Antônio Alceu dos Santos, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, para tirar suas principais dúvidas sobre a doença.

1.    Apenas o sal faz mal para quem tem hipertensão?

MITO. Temos vários outros fatores. Inúmeras pesquisas já estabeleceram uma associação causal entre consumo regular de álcool e pressão alta. A grande ingestão de álcool pode reduzir a eficácia dos medicamentos para tratar a hipertensão. Outro fator importante que comprovadamente aumenta a pressão sanguínea é o hábito de fumar. O tabagismo é o quarto maior fator de risco para mortalidade na América Latina. Uma má alimentação, principalmente, com alimentos gordurosos e o estresse emocional também são outros fatores importantes para elevação da pressão. 

2. Tomar bastante água pode regularizar a pressão arterial?

PARCIALMENTE VERDADE. A água representa 70% da constituição do corpo humano e ajuda a controlar várias funções vitais, uma delas é ajudar a regular a pressão arterial. Isto foi o que pesquisadores dos Estados Unidos descobriram por beber água, simples e sem aditivos. Tomar muita água, vai ajudar a eliminar sódio, porém este efeito anti-hipertensivo não é significativo, exige outras medidas. Já a água de coco, por ser rica em potássio, eletrólitos e outros nutrientes pode contribuir para reduzir de maneira eficaz a pressão arterial.

3.    A hipertensão é mais comum entre mulheres?

MITO. No Brasil, verifica-se uma prevalência de 35,8% nos homens e de 30% em mulheres. Em um estudo de revisão sistemática de 2003 a 2008, em 35 países, revelou uma média global de 37,8% em homens e 32,1% em mulheres. Porém, após a menopausa, a situação se inverte, com maior preponderância da doença entre elas. Isso, por causa da perda do estrogênio, protetor natural do sistema arterial.

4.    Exercícios físicos podem controlar a pressão?

VERDADE. Diversos estudos demonstraram o seu efeito benéfico sobre a pressão arterial. As atividades físicas aeróbicas por 30 minutos e, por pelo menos, 5 vezes por semana, como caminhar, dançar, andar de bicicleta, levam a uma maior produção de substâncias que relaxam as paredes dos vasos e diminuem a pressão arterial depois do exercício. Exercícios anaeróbicos, musculação, pilates e yoga devem ser complementares as atividades aeróbicas. Durante uma atividade física prazerosa é liberada endorfina e serotonina, substâncias que contribuem para a redução da hipertensão por proporcionarem sensação de prazer e bem-estar, fortalecerem o sistema imunológico, aliviarem dores, diminuem a ansiedade e o estresse emocional.

5.    A hipertensão não apresenta sintomas?

VERDADE. Na maioria das vezes, não há sintomas. Em pouquíssimos casos podemos ter dor de cabeça, barulho no ouvido (zumbidos), visão turva, tontura, dor no peito, palpitações, e outros.

6.    Quem possui a pressão alta corre mais riscos de sofrer infartos?

VERDADE. A hipertensão arterial é um fator de risco potente e independente para infarto agudo do miocárdio. Essa correlação foi demonstrada em diversos estudos e a redução do risco de doenças cardiovasculares, através do controle da hipertensão, foi documentada em inúmeros estudos clínicos de prevenção primária. De acordo com uma pesquisa da Seven Countries Study, cada aumento médio de 10 mmHg da pressão arterial sistólica na população, corresponde à duplicação do risco de óbito por infarto do miocárdio.

7.    Hipertensão tem cura?

MITO. O fator hereditário está presente em mais de 90% dos casos e, nesses, a hipertensão arterial não pode ser curada. Mas, pode e deve ser controlada. Os principais casos específicos de cura são: recessão de tumor de suprarrenal, correção de coarctação da aorta, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, tratamento da apneia do sono.

 

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