Pare e preste atenção!

Irresponsabilidade, imprudência e intolerância no trânsito afetam a saúde pública

Lá na aulas teóricas da autoescola os instrutores costumam sempre repetir para os seus alunos: “Você deve dirigir por si e pelos outros”. E isso, na prática, tem o nome de direção defensiva. Antecipar-se aos riscos e erros no trânsito urbano e nas rodovias é a melhor opção para garantir a segurança de todos. Mas nem sempre os condutores agem dessa forma e é por isso que precisamos falar sobre esse assunto!

Dormir ao volante, dirigir embriagado, digitar uma mensagem no celular enquanto dirige, excesso de velocidade e desatenção são algumas das práticas ruins que podem provocar acidentes nas estradas e nas ruas. Você sabia que por ano o Brasil registra cerca de 47 mil mortes no trânsito, além de deixar 400 mil pessoas com algum tipo de sequela? Por esse motivo, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com maior número de mortes no trânsito. Essa epidemia representa um custo de R$ 56 bilhões para o país, de acordo com levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária.

A campanha Maio Amarelo, com o tema “Nós somos o trânsito”, chega a sua 5ª edição em 2018 com o objetivo incentivar e promover na sociedade discussões e atitudes voltadas à necessidade urgente da redução do número de mortos e feridos graves no trânsito. E, nesse sentido, somos levados a pensar: o que leva as pessoas a fazerem barbaridades no trânsito?

Fábio de Cristo, doutor em psicologia do trânsito e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, explica que são inúmeras as possíveis causas que podem envolver as pessoas em acidentes, que vão desde problemas comportamentais até as questões de mobilidade. “As fatalidades de trânsito são entendidas como multifatoriais. Quando existe uma via mal sinalizada ou um asfalto de má qualidade, por exemplo, vai prejudicar a condução de quem trafega por ali. Somado a isso tem a questão do indivíduo conduzindo o veículo que pode estar sob estado de estresse, ansiedade ou agressividade. A pessoa traz para o trânsito um estresse decorrente do trabalho, de um dia cansativo ou ruim, situações na família ou relacionamentos, além das próprias situações que o trânsito pode causar”, afirma o especialista.

Um simples congestionamento pode ser motivo para gerar brigas e desavenças entre motoristas. Isso sem falar na disputa por espaço em meio a tantos carros, motocicletas, caminhões, ônibus e pedestres. “Essa ‘competição’ surge muitas vezes pela necessidade que as pessoas têm em demarcar território, pela impaciência e sobretudo o respeito para com o outro”, enfatiza Adriane Nascimento, terapeuta e psicopedagoga do Espaço Vivacità, em São Paulo.

Mas, por outro lado, Fábio lembra: “o Código Brasileiro de Trânsito estabelece que os veículos de maior porte são sempre responsáveis por proporcionar a segurança dos menores”. Ou seja, um caminhoneiro deve zelar pela segurança dos condutores de carros, motocicletas, bicicletas e pedestres; o motorista de um carro de passeio deve proporcionar segurança para os motociclistas, ciclistas e pedestres, e assim por diante.

Tudo isso nos leva a uma conclusão: irresponsabilidade, imprudência e intolerância no trânsito são problemas de saúde pública que “afeta todas as esferas da sociedade, principalmente na economia – com altos gastos públicos devido as despesas hospitalares para atender toda a demanda de pessoas acidentadas. Mas também acarretam outros problemas na saúde humana, como de pessoas que ficam com sequelas por toda vida, além do aumento do uso do transporte motorizado nas grandes cidades que gera impacto no meio ambiente com as emissões de CO² que se transforma em poluição, prejudicando a saúde das pessoas a longo prazo”, destaca o professor.

Mas como resolver esse problema? Primeiro é preciso melhorar a estrutura das vias a fim de garantir a segurança dos usuários e, o mais importante, investir no processo de educação dos condutores. “A mobilidade urbana exige uma maior conscientização, mas nada vale investir se não houver uma educação por parte de condutores e pedestres. A conscientização é constante por meio das campanhas. Entretanto, essa educação deveria ser iniciada na infância para que na fase adulta condutores e pedestres já tivessem essa consciência e para que suas ações fossem condizentes à um trânsito mais seguro”, defende a terapeuta Adriane.

Depois de tantas informações, vale a pena parar um minuto para refletir como andam suas ações no trânsito, sendo você um condutor ou pedestre. Obedecer a todas as regras e leis é uma escolha que todos nós podemos fazer para colaborar com um trânsito mais humano e seguro, além de contribuir para salvar muitas vidas. Afinal, nós somos o trânsito!

 

Ações que fazem a diferença

  • Pratique a direção defensiva
  • Use o cinto de segurança
  • Mantenha a atenção
  • Sinalize suas intenções
  • Garanta visibilidade
  • Siga na velocidade correta
  • Mantenha distância
  • Enxergue longe e ao redor
  • Tenha cuidado nos cruzamentos
  • Compartilhe as informações

 

Mais informações: www.portalpsitran.com.br

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