Sarampo

O risco é real!

Se você está atento aos noticiários já deve ter ouvido falar sobre os casos de sarampo já confirmados em 2018 na região Norte do Brasil, especificamente em Manaus e Roraima, por conta da chegada de imigrantes venezuelanos – nosso país vizinho vive um surto da doença. Nesse momento surge a preocupação e algumas dúvidas sobre o risco de o vírus voltar a se espalhar pelo país, além das medidas que serão tomadas para evitar que isso aconteça. Mas, antes, uma informação fundamental: a vacina é indispensável!

É importante relembrar que o último surto da doença aconteceu entre os anos de 2013 e 2015 no Brasil e, naquela época, foram confirmados cerca de 1300 casos. Mas graças a cobertura vacinal, realizada por meio das campanhas anuais, em 2016 recebemos o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Entretanto, a cobertura vacinal ainda é baixa em países com estruturas de saúde frágeis, por isso a melhor forma de proteger contra o sarampo é a vacinação.

Mesmo com o histórico recente da doença, não há porque você correr no posto de saúde para se vacinar com urgência, pois o Ministério da Saúde já descartou a possibilidade de uma epidemia da doença, visto que a situação está sob controle e as medidas cautelares estão sendo tomadas para impedir que o vírus avance.

Mas o que é o sarampo e quais os sintomas dessa doença? O neuropediatra e pesquisador Clay Brites, que atua no Instituto Neurosaber em Lodrina, no Paraná, explica que essa é uma doença extremamente contagiosa causada por um vírus que causa lesões avermelhadas pelo corpo. “É muito comum que aconteça na infância, podendo levar a uma condição de imunodeficiência abrindo espaço para outras infecções, como pneumonias”, afirma.

A transmissão é feita pelo ar e pelo contato entre as pessoas, um simples beijo ou um espirro já é suficiente para que outra pessoa também esteja contaminada pelo vírus. Além disso, o período de transmissão ocorre desde a fase de resfriado e coriza até 4 dias depois do aparecimento das manchas vermelhas. Normalmente os sintomas do sarampo começam com um resfriado, acompanhado de febre. “Três dias depois, aparecem as manchas avermelhadas no rosto as quais se espalham em direção aos pés. Além do aumento de gânglios, tosse persistente e catarro pelo nariz”, pontua Clay.

O tempo entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas é em torno de sete a 10 dias. O diagnóstico é feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.

Por ser uma doença de período limitado, o tratamento é feito com medicação para atenuar os sintomas, bem como total isolamento do paciente com sarampo em casa. Recomenda-se o repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, manter os olhos limpos com água morna e medicamentos para baixar a febre.

O neuropediatra ressalta que existe a possibilidade da doença deixar para trás algumas sequelas. "Pode acontecer do vírus acometer o cérebro podendo levar a encefalite, meningite ou a uma complicação tardia que é a panencefalite subaguda.  Pode levar também à morte se acometer lactantes, recém-nascidos e imunodeprimidos”, explica.

Por isso, o único meio mais eficaz de se prevenir contra o sarampo é mantendo a carteira de vacinação em dia, principalmente a das crianças, pois possuem o sistema imunológico mais frágil. “A vacina deve ser aplicada entre 12 e 15 meses de vida, tem duração permanente, mas deve ser reforçada tomando uma 2ª dose entre 4 a 6 anos de idade”, orienta Brites.

É importante lembrar que existem alguns casos que são contra indicados para receber a vacina: pessoas com alergia ao ovo; alérgicas à própria vacina após a primeira aplicação; pessoas que tiveram reação alérgica à neomicina (componente presente na vacina); quem estiver doente na época da vacinação; mulheres grávidas; pessoas com câncer ou HIV-AIDS ou que estejam tomando medicações imunossupressoras.

Então agora que você já está bem informado sobre o assunto, não tem porque se preocupar se já estiver protegido contra a doença! E o neuropediatra reforça: “Talvez possa ocorrer um surto, pois não é somente a cobertura vacinal que protege, mas também o grau de nutrição e de proteção imunológicas das pessoas e isso varia muito de um indivíduo para o outro.  Mesmo assim, manter a assistência e a cobertura vacinal são fundamentais!”, finaliza.

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