Sem perceber, você pode ter!

As hepatites virais são doenças silenciosas que podem causar cirrose e câncer de fígado

Muita gente deve conhecer os perigos de se compartilhar lâminas de barbear ou até mesmo usar aquele alicate da manicure que não é esterilizado de forma adequada. Hábitos como esses podem aumentar o risco de transmissão de um dos tipos mais conhecidos das hepatites virais, como é o caso da hepatite B, e deixar o nosso fígado doente. Mas, afinal, você sabe o que é uma hepatite?

Esse é um termo genérico para identificar uma inflamação no fígado. “Não é uma doença específica, mas sim um quadro que acontece em várias doenças. Existem diversos fatores que podem inflamar o fígado, como medicamentos, o álcool, doenças autoimunes, doenças genéticas raras, além de várias infecções por agentes diferentes e, em especial, os vírus”, explica o médico hepatologista Antônio Márcio Andrade, responsável técnico pelo setor de transplante de fígado do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Ele explica que as hepatites, causadas por vírus, possuem oito tipos diferentes e são nomeadas como A, B, C, D, E, F, G e H. Cada uma delas possuem características diferentes, mas todas levam a inflamação no fígado. Aqui no Brasil, as hepatites causadas pelos vírus A, B e C são as mais comuns mas, mesmo assim, muitas pessoas são portadoras do vírus e ainda não sabem. Por isso, o Ministério da Saúde adotou a campanha do Julho Amarelo para combate e prevenção contra as hepatites virais que mais acometem os brasileiros.

Hepatite A

O hepatologista esclarece que a hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, ou seja, mãos, água ou alimentos contaminados – a grande quantidade de vírus presente nas fezes do indivíduo infectado contribui para a transmissão. É uma doença mais frequente na infância e que tem, habitualmente, um curso benigno, mas que pode ser muito grave em alguns poucos casos. “A hepatite A é uma doença de alta incidência, especialmente em locais de baixa condição de higiene e saneamento básico, onde não ocorre vacinação regular”, afirma Antônio.

Hepatite B  

É transmitida por relação sexual de forma desprotegida ou por transmissão sanguínea: se a pessoa compartilhou ou reutilizou agulhas e seringas, se ela é usuária de drogas injetáveis, fez tatuagens em locais sem cuidados com esterilização, se houve acidentes em hospitais e clínicas odontológicas com objetos que furam ou cortam. Além do risco de contaminação que já é amplamente divulgado em campanhas de prevenção contra hepatite B: compartilhar lâminas de barbear ou usar materiais em manicures que não são esterilizados corretamente. “É uma doença que pode se manifestar de forma muito grave agudamente ou, em alguns casos, permanece silenciosa causando inflamação crônica, levando à cirrose e ao câncer de fígado, tardiamente”, alerta o especialista.

Hepatite C

O tipo C é transmitido, principalmente, por sangue contaminado – de modo geral pelas vias citadas acima. “Causa uma inflamação crônica e silenciosa no fígado, de lenta evolução, podendo levar à cirrose e às suas consequências algumas décadas depois”, explica Antônio. Vale destacar que a hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado no mundo.

 

Febre, dores no corpo, vômitos, sensação de cansaço, pele e olhos amarelados (icterícia) são os sintomas que podem acontecer em situações mais graves da infecção, como explica o hepatologista. “É raro esse quadro de sintomas acontecer. Habitualmente as hepatites virais são silenciosas e não causam sintomas, levando a cirrose e ao câncer de fígado após alguns anos. Por isso, todas as pessoas que ficarem expostas a fatores de risco devem fazer o teste para estas infecções”.

Feito o diagnóstico da doença, parte-se para o tratamento. No caso da hepatite A é apenas para o alívio dos sintomas, porque é uma doença autolimitada, que dura cerca de 15 dias e não deixa sequelas, por isso não há tratamento específico. Quanto a hepatite B, não tem como eliminar totalmente o vírus do organismo, mas existem medicamentos capazes de controlá-lo em situações em que o fígado está sendo agredido. Mas a boa notícia é que as campanhas de prevenção contra a hepatite B tem funcionado porque a incidência da doença diminuiu graças a vacinação ativa e eficaz das crianças e população de risco.

Já a hepatite C – que não possui vacina de prevenção – “tem uma população infectada estimada em cerca de 1,8 milhões de pessoas no Brasil, mas está em franca redução em função do surgimento de tratamento com medicamentos antivirais muito eficazes, fornecidos pelo SUS e são capazes de curar a doença de forma definitiva após três meses”, pontua o médico.

A incidência das hepatites virais ainda se esbarra na falta de conhecimento sobre a existência da doença. Por isso se recomenda que todas as pessoas com mais de 45 anos procurem o posto de saúde mais próximo para realizar, de forma rápida e segura, um teste que vai verificar a existência da doença. Dessa forma você mantém o seu fígado saudável e as hepatites bem longe!

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